São Paulo tem a Virada Cultural mais violenta desde 2005

Por Agência Estado |

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Duas pessoas morreram durante evento na capital paulista. Prefeito reconheceu que houve aumento da violência na nona edição do evento

Agência Estado

Arrastões, roubos, brigas, uso de drogas, fechamento de estações de Metrô e o mais grave: dois mortos - um a tiros e outro, por overdose -, cinco baleados e pelo menos dois esfaqueados. São Paulo registrou no fim de semana a Virada Cultural mais violenta desde sua primeira edição, em 2005.

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Show do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow dos Racionais na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow dos Racionais na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow dos Racionais na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow dos Racionais na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow dos Racionais na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow do Racionais MC's na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iG

Os crimes se concentraram entre 2h e 5h do domingo (19) e causaram cenas de terror, como a do jovem esfaqueado na região do Viaduto do Chá. Ao todo, 28 adultos foram presos, 9 adolescentes acabaram apreendidos e 1.800 pessoas tiveram de ser atendidas por excesso de consumo de álcool.

Prefeitura e Polícia Militar admitiram o recorde de violência na Virada deste ano e atribuem os problemas ao "aumento da quantidade de pessoas dispostas a roubar". "O comportamento das pessoas muda. Pessoas que não vinham vieram (à Virada, no centro) com propósitos diferentes", disse o prefeito Fernando Haddad (PT), ao comentar os resultados da primeira Virada de sua gestão. "Mas não podemos nos intimidar. Temos de ir para as ruas."

A seu lado, o coronel Reinaldo Simões Rossi, comandante da PM, disse que o efetivo policial deste ano foi o maior de todos - 3.424 homens da corporação (350 a mais do que no ano passado) e 1.400 guardas-civis. "A PM tem expertise em policiamento de multidões. O comportamento dos protagonistas dos roubos, contudo, transcende qualquer planejamento", disse.

Jorge Rosenberg
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em balanço sobre a Virada Cultural

Durante o dia, houve reclamações de que PMs não reagiram com firmeza diante dos crimes. "Diante de uma multidão de 4 milhões, o tumulto causado por policiais correndo atrás do ladrão pode ser pior do que o roubo em si. Há procedimentos a ser seguidos para evitar problemas mais sérios", justificou o coronel.

Houve cenas de correria e confusão provocadas por brigas e arrastões na madrugada. Algumas regiões ficaram mal iluminadas, como a Praça Ramos, na frente do Teatro Municipal, e o Viaduto do Chá. O Estado presenciou arrastões na esquina das Ruas Direita com Quintino Bocaiuva, perto da Praça da Sé.

Comerciantes chegaram a fechar as portas de seus estabelecimentos. Em outro local, na Avenida Duque de Caxias, perto da Praça da Sé, duas garotas brigavam a 300 metros de uma viatura. Um pouco mais distante, um jovem apanhava de outros quatro. Policiais nada fizeram contra as agressões.

Suplicy

No sábado (18), logo após o show da cantora Daniela Mercury com o grupo Zimbo Trio, uma das vítimas da violência havia sido o senador Eduardo Suplicy (PT). Assim que percebeu que sua carteira havia sido levada, Suplicy foi até o palco e, ao lado de Daniela Mercury, fez um apelo para que devolvessem seus documentos.

"Levaram a carteira dele, com todos os documentos. Quando ele me falou, eu disse que vinha pessoalmente aqui pedir que devolvessem os pertences dele", disse a cantora, que continuou: "A pessoa deveria devolver tudo. Se tiver dinheiro, tudo. Deem um jeito de devolver em algum posto." Depois de alguns minutos, a carteira com os documentos do senador foi devolvida, mas o celular não apareceu. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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