Venda de arte contemporânea na Christie's é o maior leilão da história

Por Reuters |

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Com obras de artistas como Jackson Pollock, Roy Lichtenstein e Jean-Michel Basquiat, evento bateu recorde de arrecadação com impressionantes US$ 495 milhões (R$ 1.4 bilhão)

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Reuters/Mike Segar
Quadro “Dustheads” de Jean-Michel Basquiat (1982)

Os leilões da primavera boreal terminaram com recorde na quarta-feira: a venda de arte contemporânea da Christie's arrecadou US$ 495 milhões (mais de R$ 1 bilhão), maior valor na história dos leilões de arte. Recordes individuais para artistas caíram um atrás do outro, e Jackson Pollock, Roy Lichtenstein e Jean-Michel Basquiat tiveram obras vendidas na faixa de US$ 49 a 58 milhões (entre R$ 99,5 e 118 milhões).

Dos 70 lotes oferecidos, só 4 não encontraram comprador. O total arrecadado ficou em impressionantes US$ 495.021.500 (R$ 1.464 bilhão), incluindo comissões. A estimativa pré-venda, já bastante elevada, era um pouco superior a US$ 400 milhões (cerca de R$ 810 milhões).

"Estamos em uma nova era no mercado de arte", disse o leiloeiro Jussi Pylkkanen, presidente da Christie's na Europa. "Há uma concorrência global que nunca vimos antes na arte mundial."

A obra mais cara do leilão foi "Number 19, 1948", de Jackson Pollock, com seu característico estilo usando respingos de tinta. A tela saiu por US$ 58,4 milhões (R$ 118,30 milhões), quase o dobro da estimativa pré-venda.

"Woman with Flowered Hat", de Lichtenstein, tinha estimativa de US$ 30 milhões (R$ 61 milhões) e saiu por US$ 56,1 (R$ 113,64); "Dustheads", de Basquiat, ficou por US$ 48,8 milhões (cerca de R$ 99 milhões), o que é quase o dobro do recorde anterior para o artista.

Pylkkaneen disse que "chegamos a um estágio em que é muito difícil avaliar os preços" para obras de grandes artistas. Segundo ele, o interesse de pessoas muito ricas pela arte contribui para essa inflação do mercado.

O resultado foi expressivo também para obras menos conhecidas do leilão. Funcionários da Christie's pareceram surpresos com a quantidade de colecionadores dispostos a darem lances superiores a US$ 20 milhões (R$ 40,5 milhões).

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Dos cerca de 40 artistas representados, 15 obtiveram recordes individuais, incluindo Piero Manzoni, Richard Serra, Philip Guston e Joseph Cornell, cujo "Magic Soap Bubble Set", avaliado previamente em US$ 600 mil (aproximadamente R$ 1,2 milhão) , saiu por mais de US$ 4,7 milhões (R$ 9,5 milhões).

Steven Murphy, executivo-chefe da Christie's Internacional, disse que novos colecionadores estão aquecendo o mercado. De acordo com ele, "25 por cento dos nossos compradores no ano passado eram novos na Christie's (...), e quatro ou cinco dos principais lotes desta noite foram para pessoas que nunca haviam comprado aqui antes".

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