Obra será publicada em setembro na Grã-Bretanha; na história, o agente sairá "em missão sem aviso prévio e sem qualquer autorização", disse escritor

Reuters

O escritor britânico William Boyd
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O escritor britânico William Boyd

O romance mais recente de James Bond será intitulado "Solo" e trará o espião mais famoso do mundo ficcional em uma missão não autorizada, no auge da Guerra Fria, disse o autor do livro nesta segunda-feira (dia 15).

O enredo do livro centra-se na África, mas se estende à Europa e aos Estados Unidos, enquanto revela uma versão realista de Bond, de 45 anos, baseada na riqueza de detalhes biográficos retirados dos romances originais de Ian Fleming, disse o autor britânico William Boyd.

"Eventos conspiram para fazer Bond sair em uma missão autodesignada, sem aviso prévio e sem qualquer autorização. E ele está totalmente preparado para assumir as consequências de sua audácia", afirmou Boyd.

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"Ele sai em uma missão real para países reais e o mundo em que ele está é totalmente 1969. Não há truques, é uma história de espionagem real... há uma razão muito precisa por que eu escolhi esse ano", acrescentou Boyd, negando-se a fazer mais comentários.

"Solo" será publicado na Grã-Bretanha em 26 de setembro pela Jonathan Cape - a editora original de Fleming - e estará disponível pela HarperCollins, subsidiária da News Corp, nos Estados Unidos e Canadá a partir de 8 de outubro.

Embora sublinhando a influência duradoura do trabalho de Fleming, Boyd descreveu "Solo" como um de seus livros que acontece de ter Bond como personagem.

A versão cinematográfica do espião continua a ser um sucesso de bilheteria, com "Skyfall" tornando-se o primeiro filme oficial de Bond a arrecadar US$ 1 bilhão em ingressos após seu lançamento no ano passado.

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Boyd deve agradar aos fãs dos romances originais, não apenas porque ele já tem dois romances de espionagem em seu nome, mas também porque pesquisou Bond e seu criador meticulosamente. "Bond não é apenas um super-herói. Ele tem defeitos, ele tem fraquezas, ele comete erros.... Isso foi a genialidade de Fleming", disse Boyd na Feira do Livro de Londres.

"Eu estou interessado no homem, no ser humano... eu tive que inventar um vilão e diversos antagonistas. Tive que criar duas mulheres muito interessantes para ele (Bond) conhecer e ter um relacionamento. Tive que povoar o mundo com criaturas da minha imaginação, não apenas as que Fleming tinha."

Fleming escreveu seu primeiro romance de Bond, "Casino Royale", 60 anos atrás, em 1953, e escreveu mais 13 antes de morrer 11 anos depois, aos 56 anos.

Mas, para manter a marca literária de James Bond viva, o responsável por seu patrimônio convidou vários autores para continuar a história de Bond. O catálogo Bond é um dos mais apreciados no mercado editorial, com vendas globais de mais de 100 milhões de cópias.

Mais recentemente, o escritor de suspenses norte-americano Jeffery Deaver escreveu "Carte Blanche" em 2011, e o romancista Sebastian Faulks escreveu "Devil May Care" para marcar o aniversário de 100 anos de Fleming em 2008.

Boyd ganhou aclamação por escrever páginas com enredos complexos, muitas vezes passados em ambientes históricos únicos, desde a África Oriental da era da Primeira Guerra Mundial até a Los Angeles de 1936. Quando lhe pediram para continuar a série de romances de Bond em 2011, Boyd disse que imediatamente aproveitou a oportunidade. "É bastante divertido, mas você tem que levar muito, muito a sério."

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