Espetáculo da Broadway estreia nesta semana em São Paulo, após ter arrecadado mais de R$ 9,6 bilhões no mundo; veja vídeo

“Os brasileiros têm um ritmo próprio e entendem isso muito bem por causa do carnaval e do samba. Isso tornou o trabalho por aqui muito mais fácil.” Assim o coreógrafo Garth Fagan definiu ao iG como foi a preparação do elenco brasileiro para a adaptação do musical "O Rei Leão", que estreia no teatro Renault, em São Paulo, nesta quinta-feira (dia 28).

Fagan, que trabalha com "O Rei Leão" desde a primeira montagem e tem experiência em coreografar artistas do mundo todo para a peça, afirma ter trabalhado com 42 artistas brasileiros e 11 sul-africanos para a montagem que chega ao país.

Trazido pela primeira vez à América do Sul, o musical é inspirado no longa-metragem homônimo lançado pela Disney em 1994.

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Várias audições foram realizadas pelos produtores estrangeiros para encontrar por aqui os artistas que interpretariam Simba, Mufasa, Scar e todo o elenco de apoio que dá vida aos animais da África retratada na peça.

Já as músicas do espetáculo foram adaptadas por Gilberto Gil. Na montagem original, elas foram compostas por Tim Rice, famoso também por outros trabalhos como "Evita", "A Bela e a Fera" e "Aladdin". Rice disse ao iG que precisou trabalhar "bem de perto" com os autores do texto, Roger Allers e Irene Mecchi, para compor as letras que depois foram musicadas por Elton John. “A história é a coisa mais importante do espetáculo, mais do que as canções. Trabalhamos juntos e enquanto eu procurava as palavras para as músicas, eles procuravam as falas.”

O leão Simba, interpretado por Tiago Barbosa.
João Caldas/Divulgação
O leão Simba, interpretado por Tiago Barbosa.

Sobre o texto, os autores Roger Allers e Irene Mecchi comentaram a necessidade que surgiu de trazer os bichos de volta às animações, que por muito tempo focaram em histórias de humanos. “Sugeriram que pensássemos sobre os leões africanos. A partir dessa ideia, começamos a pensar sobre um jovem leão que fica doido pelo pai, empolgado com o dia em que será rei, mas que acaba sendo desviado disso e começa a duvidar de seus sonhos. Ele se torna um adulto e tem que fazer parte da sociedade”, explicou Roger sobre a ideia inicial da obra.

A estética do show

Um dos elementos que mais chama a atenção em "O Rei Leão" é a caracterização dos atores, que utilizam máscaras e fantoches como parte integrante do figurino. Ao deixar os atores e bailarinos visíveis por trás dos objetos cênicos, a diretora Julie Taymor acredita que o público pode notar a habilidade dos artistas no manejo dos fantoches ao mesmo tempo em que vê o trabalho corporal e os rostos. Esse resultado cênico ela chama de “evento duplo”, no qual “o espectador pode se focar na história ou na habilidade do artista. Com imaginação, em ambos”.

Desde sua primeira encenação, em 13 de novembro de 1997, o musical "O Rei Leão" já ganhou 21 montagens. Em 2012, recebeu o título de maior bilheteria da Broadway com arrecadação de US$ 853,8 milhões (R$ 1,7 bilhão) desde a estreia e já foi traduzido para oito idiomas. Ao todo, de acordo com a Disney Theatrical Group, acumula US$ 4,8 bilhões (R$ 9,6 bi) de bilheteria mundial.

O Rei Leão
Teatro Renault (av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – São Paulo)
Estreia: 28/3/13
Sessões: quartas, quintas e sextas, às 21h; sábados, às 16h30 e 21h; domingos, às 15h30 e 20h.
Ingressos: De R$ 50 a R$ 280

Quarta (21h), quinta (21h) e domingo (20h)
Setor premium: R$ 270
Setor VIP: R$ 250
Plateia A: R$ 220
Plateia B: R$ 180
Balcão A: R$ 110
Balcão B: R$ 50
Camarote: R$ 220

Sexta (21h), sábado (16h30 e 21h) e domingo (15h30)
Setor premium: R$ 280
Setor VIP: R$ 260
Plateia A: R$ 230
Plateia B: R$ 190
Balcão A: R$ 120
Balcão B: R$ 50
Camarote: R$ 230

Vendas diretamente no Teatro Renault, das 12h às 20h, sem taxa de conveniência. Pela internet no site da Tickets For Fun e pelo telefone (11) 4003-5588, das 9h às 21h, de segunda a sábado

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