Artistas do Bolshoi pedem a Putin nova investigação sobre ataque a diretor

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Trezentos integrantes da companhia do balé temem que acusado preso seja apenas um fantoche

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Yevgeny Sazonov, bailarino do Bolshoi, que pediu ao presidente russo nova investigação sobre crime

Artistas do ballet russo Bolshoi pediram ao presidente Vladimir Putin nesta terça-feira (dia 12) para ordenar um novo inquérito sobre o ataque com ácido contra o diretor artístico da trupe, temendo que o dançarino preso seja apenas um fantoche no caso.

Trezentos artistas disseram em uma carta a Putin que acreditavam que o astro do Bolshoi Pavel Dmitrichenko só tinha confessado ter planejado o ataque de 17 de janeiro que quase cegou Sergei Filin por causa da pressão da polícia.

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A polícia de Moscou se recusou a comentar, mas a carta sugeria que poderia haver muitas reviravoltas em um caso que chocou a Rússia e lançou luz sobre rivalidades amargas em uma de suas instituições mais respeitadas.

A gestão do Bolshoi e o próprio Filin sugeriram que Dmitrichenko agiu por ordens de outra pessoa para organizar o ataque, no qual um agressor mascarado jogou ácido no rosto do diretor do lado de fora de seu apartamento em Moscou.

Leia mais: Bailarino diz que queria "espancar" e não atacar com ácido

"As conclusões do inquérito parecem-nos apressadas e as provas pouco convincentes, e as confissões do próprio Pavel (parecem) resultado da pressão dura a que ele foi submetido", disse a carta dirigida a Putin e outros no governo.

"Estamos pedindo uma investigação honesta e imparcial sobre a tragédia que aconteceu com Sergei Filin", acrescentou a carta, pedindo a criação de uma comissão para investigar o crime.

Dmitrichenko, 29, que interpretou o monarca russo assassino Ivan, o Terrível, e o vilão em "O Lago dos Cisnes", apareceu em imagens mostradas na TV estatal na semana passada abatido e cansado ao confessar ter organizado o ataque.

Ele se defendeu dizendo que não queria utilizar ácido. Seu advogado foi citado pela agência de notícias legais Rapsi nesta terça-feira afirmando que ele estava pronto para concordar com um acordo de confissão, mas não aceitaria a plena responsabilidade pelo crime.

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