Charlie Sheen revisita alter ego em filme "Mind of Charles Swan"

Por Reuters |

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Cineasta Roma Coppola fala sobre as dificuldades em conseguir financiamento ao trabalhar com o bad boy favorito de Hollywood

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É uma espiral descendente para Charlie, um profissional de sucesso cuja vida resvala para o desespero quando sua namorada rompe com ele.

Esse Charlie poderia ser Charlie Sheen, mas na realidade é o fictício Charles Swan, um personagem charmoso e imaturo interpretado pelo ator e bad boy favorito de Hollywood. O longa foi filmado apenas alguns meses depois que os deslizes fora da tela de Sheen fizeram com que fosse demitido, em 2011, da série de comédia televisiva "Two and a Half Men".

Imagem do filme "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III". Foto: Divulgação

Sheen estrela "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III", que estreia nos cinemas norte-americanos nesta semana. O filme é dirigido e escrito por Roman Coppola, filho do diretor de "O Poderoso Chefão", Francis Ford Coppola.

Coppola, de 47 anos, que já foi indicado a um Oscar por seu trabalho no roteiro de "Moonrise Kingdom", falou com a Reuters sobre trabalhar com Sheen.

Reuters: Você escreveu o roteiro especialmente para Charlie Sheen?
Roman Coppola: Não escrevi com ele em mente. Estava animado em escrever uma peça sobre um protagonista muito estranho, alguém charmoso, imaturo, esforçado e cheio de imaginação. Enquanto terminava o roteiro, meio que percebi que Charlie Sheen seria perfeito. Ambos são maiores do que a vida. Usam seu charme e sabedoria para amenizar os problemas para não ter que lidar com as coisas. Mas é coincidência terem o mesmo nome.

Getty Images
O cineasta Roman Coppola

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Reuters: Vocês dois fazem parte de dinastias de Hollywood. Seu pai é Francis Ford Coppola e o pai dele é Martin Sheen. Quando vocês se conheceram?
Roman Coppola: Nós nos conhecemos meninos, quanto tínhamos em torno de 11 anos, no set (do filme de 1979) "Apocalipse Now" (que Francis Ford Coppola dirigiu e Martin Sheen estrelou). Nossas famílias ficaram nas Filipinas (para as filmagens) vários meses, então Charlie e eu ficamos amigos. Temos várias boas lembranças de ficar juntos naquele lugar exótico.

Reuters: Que tipo de lembranças?
Roman Coppola: Lembro-me de estar com ele quando construíram o (fictício) Complexo Kurtz. Charlie e eu íamos passear (pelo set) e havia todo tipo de crânios e armas e coisas interessantes para garotos de 11 anos. Eu também estava interessado em maquiagem teatral, então apresentei Charlie ao hobby de fazer cicatrizes.

Reuters: Você sofreu alguma resistência da família, de amigos ou de patrocinadores quando decidiu escalar Sheen em "Charles Swan"?
Roman Coppola: Basicamente, não havia um estúdio de cinema disposto a financiar o filme com Charlie. As companhias de seguro não queriam meu negócio. Houve muito pouco apoio na comunidade cinematográfica para financiar o filme. Então, tive que ser esperto na hora de obter financiamento.

Leia também: Charlie Sheen canta "Águas de Março" para a trilha sonora de filme

Reuters: Você se surpreendeu com isso?
Roman Coppola: Fiquei surpreso em certo grau porque tinha outros talentos ligados ao filme, como Jason Schwartzman e Bill Murray. Eu achava que isso iria provocar a curiosidade das pessoas. Quando as pessoas dizem "Não" ou "Por que você iria querer chamar Charlie Sheen?" eu acho que todo mundo está louco.

Reuters: Mas é Charlie quem conjura a imagem de louco - disputas públicas com o criador de "Two and a Half Men" Chuck Lorre e suas ex-esposas, Denise Richards e Brook Mueller. É ele quem está em reabilitação por causa de drogas, que destrói quartos de hotel, que vive com estrelas pornô e se autodenomina um feiticeiro com "sangue de tigre" e "DNA de Adônis".
Roman Coppola: Mas isso é muito história em quadrinhos, não é uma pessoa real. É um retrato que surge de se querer criar histórias. Ele é um indivíduo. Ele é obviamente um cara talentoso e talento não desaparece. Há dez anos, estaríamos tendo essa mesma conversa sobre Robert Downey Jr. e sobre como ele é louco e irresponsável. Agora sabemos que ele está no topo da profissão. Então, para mim, é meio imaturo falar esse tipo de coisa. É fofoca e é falso.

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