Pintura "Le Jardin" está avaliada em R$ 2 milhões e havia sido levada de um museu sueco

Reuters

A pintura 'Le Jardin', de Matisse
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A pintura 'Le Jardin', de Matisse

Um detetive de arte britânico recuperou uma pintura do artista francês Henri Matisse que havia sido roubada há 25 anos de um museu de Estocolmo (Suécia).

A obra "Le Jardin", avaliada em cerca de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões), foi recuperada por Christopher Marinello, um especialista em recuperação de arte do Art Loss Register, em Londres.

"É fantástico que a pintura tenha aparecido de novo", disse Kristin Ek, porta-voz do Moderna Museet, em Estocolmo. "Ela foi roubada há tanto tempo que nós realmente tínhamos quase perdido a esperança."

A pintura foi roubada em maio de 1987 quando um ladrão invadiu o museu com uma marreta durante a noite.

O roubo foi relatado tanto para a Interpol quanto para a Art Loss Register (ALR), o maior banco de dados privados internacionais do mundo sobre artes roubadas, perdidas e saqueadas.

A pintura foi recuperada após um negociante de arte na Grã-Bretanha verificar o registo na ALR antes de vender a obra de Matisse.

"Estamos felizes que a pintura parece estar bem e em boas condições", disse Ek, do Moderna Museet. "Foi um bom começo para o Ano Novo."

Marinello não deu detalhes de como ele pegou o Matisse. "Nenhum braço foi quebrado e nenhum pagamento foi feito", disse ele, acrescentando que a pintura seria devolvida ao museu por meio do Ministério da Cultura da Suécia.

O Moderna Museet ainda está com uma pintura de Georges Braque em falta, depois de um roubo em 1993.

O roubo de arte é uma indústria lucrativa, com US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões em roubos a cada ano, e a atual crise econômica global levou a um aumento nos crimes, de acordo com Marinello.

No ano passado, por exemplo, os ladrões fugiram com pinturas de Picasso, Matisse, Monet e outros proeminentes artistas modernos do museu Kunsthal, de Roterdã, avaliados em dezenas de milhões de dólares.

Se os ladrões não conseguem cobrar um resgate das seguradoras ou dos proprietários, a arte é vendida no mercado negro, muitas vezes por uma fração de seu valor real, ou mesmo trocada por drogas ou armas.

Dos 360 mil objetos no banco de dados da ALR, Marinello disse que havia vários que ele particularmente queria encontrar.

O primeiro é um conjunto de pinturas de Vermeer, Degas e Rembrandt avaliadas em US$ 300 milhões, roubado do Isabella Stewart Gardner Museum, em Boston, em 1990. Há uma recompensa de US$ 5 milhões para as pinturas.

"Depois tem um Rafael roubado pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, que é muito bom", contou ele.

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