Retrospectiva 2012: Cultura teve de "Gangnam Style" a "50 Tons de Cinza"

Restauradora espanhola, "Os Vingadores" e morte de Niemeyer estão entre os principais destaques do ano

iG São Paulo

Como 2012 será lembrado pelo viés cultural? O iG selecionou fatos, pessoas e produções que se destacaram neste ano.

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Música do ano: "Gangnam Style"

Não teve para ninguém. O nome do ano na música foi o sul-coreano Psy, criador do megahit "Gangnam Style". O vídeo da faixa tornou-se o mais visto da história do YouTube - já tem mais de 925 milhões de visualizações.

Todo esse sucesso aconteceu de forma meteórica: "Gangnam Style" apareceu no YouTube em julho deste ano. Como um legítimo viral, a música serviu de inspiração para uma série de outros vídeos, feitos por gente como Ai Weiwei , Anish Kapoor , Latino e até por  presos na Tailândia . O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, chegou a brincar e afirmou que sente "ciúmes" do sucesso de Psy : "Tenho um pouco de ciúmes porque há apenas alguns dias as pessoas me diziam que eu era o sul-coreano mais famoso do mundo".

Show do ano: Foo Fighters

O festival norte-americano Lollapalooza desembarcou pela primeira vez ao Brasil em 7 e 8 de abril de 2012. O primeiro dia do evento foi o mais concorrido - com o Foo Fighters como atração principal, a noite teve ingressos esgotados .

E os fãs da banda norte-americana não se arrependeram. Liderado pelo carismático Dave Grohl, o Foo Fighters tocou por 2h30 , enfileirando hits como "My Hero", "Learn to Fly", "Big Me", "Stacked Actors", "This Is a Call" e "Best of You". Em um ano em que pesos-pesados como Madonna e Lady Gaga amargaram encalhe de ingressos em seus shows, o Foo Fighters fez uma apresentação memorável.

Filme do ano: "Os Vingadores"

"Os Vingadores" realizou o sonho de milhares de fãs dos heróis dos quadrinhos ao juntar personagens como Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América no mesmo filme.

Misturando humor, drama e cenas de ação, o longa dirigido por Joss Whedon arrecadou US$ 1.511 bilhão (R$ 3.142 bilhões) pelo mundo e tornou-se a terceira maior bilheteria da história do cinema . Sua sequência, agendada para estrear em 1º de maio de 2015, já está na lista de filmes mais esperados dos próximos anos.

Fato do ano: Morte de Oscar Niemeyer

A morte do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer , em 5 de dezembro, causou comoção mundial. Considerado um dos principais nomes da arquitetura contemporânea, Niemeyer revolucionou conceitos ao introduzir a curva livre no concreto, e mudou o mundo para sempre.

Aos 104 anos, o criador de Brasília seguia trabalhando em novos projetos ao lado de sua equipe de 20 pessoas. Entre as obras de Niemeyer que seguem em andamento estão uma universidade, uma igreja, uma vinícola, um centro cultural e uma revista trimestral .

Fenômeno do ano: "Cinquenta Tons de Cinza"

Romance britânico mais vendido da história , "Cinquenta Tons de Cinza" , da autora E.L James, conquistou milhares de fãs pelo mundo ao contar a história da tímida Anastasia Steele, estudante universitária que é iniciada no sadomasoquismo pelo experiente empresário Christian Grey.

Anunciado como um "pornô para mamães", o livro transformou a literatura erótica em best-seller e promoveu uma revolução no mercado editorial em 2012. Além de tirar o gênero do gueto direto para as vitrines, "Cinquenta Tons de Cinza" inspirou editoras a apimentar clássicos da literatura . E a adaptação cinematográfica vem aí .

Personalidade do ano: Cecilia Giménez, a restauradora espanhola

A espanhola de 81 anos ficou mundialmente conhecida pela bem intencionada, porém desastrosa restauração de uma pintura de Elías García Martínez . A imagem do século 19 leva o nome de “Ecce Homo”, como são tradicionalmente chamadas as pinturas de Jesus com a coroa de espinhos antes da crucificação. O restauro de Cecilia, por sua vez, ganhou o apelido de “Ecce Mono” (em espanhol, “mono” significa macaco).

Com o sucesso da imagem nas redes sociais, a fundação que cuida do santuário onde a pintura está localizada em Borja, na Espanha, decidiu cobrar 1 euro dos visitantes que quiserem ver de perto o trabalho de Cecilia .

Mico do ano: Protógenes Queiroz tenta proibir “Ted”

Após levar o filho de 11 anos ao cinema para assistir à comédia “Ted”, o deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP) quis impedir a exibição do filme no Brasil por considerá-lo inapropriado para todas as faixas etárias. Com classificação indicativa de 16 anos, “Ted” retrata a amizade entre um ursinho de pelúcia e seu dono desde a infância até a idade adulta, quando o boneco usa drogas e se envolve com garotas de programa.

No Twitter, o deputado chamou o filme de “lixo” e o acusou de incentivar o consumo de drogas usando “ícones infantis”. Mas o Ministério da Justiça descartou vetar a produção ou mesmo mudar sua classificação indicativa.

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