Diretor de museu espanhol elogia "efervescência" da América Latina

No Brasil, Miguel López-Remiro afirma que "eurocentrismo" vigente na arte até o século 20 está se transferindo para outras regiões

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A produção artística está se transferindo para espaços geográficos em efervescência como a América Latina, região que constitui uma "importante praça da arte contemporânea atual", disse o diretor do Museu Universidade de Navarra, Miguel López-Remiro.

O especialista, que está no Brasil nesta semana para participar de uma mesa-redonda da Bienal de São Paulo, considerou que o "eurocentrismo" artístico que imperou até o século 20 se diluiu.

Divulgação
O curador espanhol Miguel López-Remiro

"O século 21 representa uma mudança de produção à América Latina e outros espaços, espaços de efervescência cultural, econômica, social, de mudança", comentou López-Remiro à Agência Efe.

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Em sua opinião, a América Latina "ocupa hoje em dia uma importante praça da arte contemporânea atual" e apresenta certas senhas de identidade próprias como a juventude e a visão poética.

"Percebo uma arte muito jovem, muito sutil em materiais", disse o especialista, acrescentando que também é uma produção apegada à realidade do artista e sua biografia.

Apesar de ressaltar que na atualidade a "arte é internacional" e não se circunscreve a zonas geográficas delimitadas, enumerou "com cautela" algumas especificidades da produção latino-americana como o "acesso poético à realidade".

Para López-Remiro é perceptível a marca de pertinência a países "que têm que se reinventar" e que partem de "um passado indígena, um colonialismo, um pós-colonialismo" e na atualidade um "frenesi" vinculado a sua emergência econômica e seu maior peso internacional.

O Museu Universidade de Navarra, que está em construção e abrirá suas portas em 2014, nasce com coleções de arte espanhola, mas quer "estabelecer pontes de diálogo" com o continente latino-americano, segundo seu diretor.

López-Remiro explicou que o centro que dirige conservará uma "natureza pedagógica" apoiada na premissa que a essência deste tipo de centro de arte é sua função de "espaço educativo".

E concluiu que a arte constitui "um território de comunicação excepcional" que permite deixar-se levar e transportar o ser humano a lugares novos.

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