Exposição revela infância de Picasso em Málaga

Pintor espanhol viveu no local até os nove anos de idade; mostra traz documento original de batismo

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Divulgação/Robert Doisneau
Foto de Picasso feita em 1952

O museu Casa Natal, situado na casa onde Pablo Picasso nasceu em Málaga, renova a partir desta sexta-feira (dia 26) seus conteúdos expositivos com documentos e objetos que revelam como foi a infância do artista.

O espanho viveu ali até os nove anos, quando sua família se mudou para La Coruña (noroeste) por conta do trabalho de seu pai.

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Uma das novidades é o documento original de batismo, cedido pelo Bispado de Málaga. Segundo o papel, no dia 10 de novembro de 1881, na igreja de Santiago, foi batizado o "filho legítimo de José Ruiz Blasco e María Picasso", que nasceu no dia 25 de outubro daquele ano às 23h15.

Também será incorporada à Casa Natal a última prova que Picasso fez em Málaga antes de se mudar para a cidade galega, e na qual consta que já tinha completado os dez anos de idade, embora na realidade ainda tivesse nove.

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Além disso, entre as lembranças figura a inscrição da família Ruiz Picasso, inclusive da empregada doméstica Mariana Montañez, no censo da cidade de 1885, em que, por conta de um erro, foi atribuído um irmão menor ao pequeno Pablo, de nome José e com um ano de idade, que na realidade nunca existiu.

Tanto nesse documento - no qual se modifica o sobrenome da mãe e aparece como "Picazo" - como no de batismo, o pai de Picasso é chamado de "catedrático", apesar de que, naquele momento, era somente professor.

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Picasso visitou Málaga pela última vez em 1901 e viu junto ao porto os destroços da fragata alemã Gneisenau, cena que eternizou em um desenho em carvão que está no Museu Picasso de Barcelona e do qual consta uma reprodução na Casa Natal.

O museu também inclui a sala "Picasso e Espanha", que dá uma ideia dos vínculos do pintor com seu país e com a Andaluzia. Na sala pode ser contemplado um violão assinado pelo pintor para o guitarrista Manuel Morao no dia 30 de outubro de 1961. Nesta sala também está exposta uma réplica da capa espanhola que foi um presente do toureiro Luis Miguel Dominguín e com a qual o artista foi fotografado em inúmeras ocasiões - seu caixão foi envolvido com o objeto durante o seu funeral.

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