Homem acusado de danificar quadro de Rothko nega ser culpado

Wlodzimierz Umaniec, nome real de Vladimir Umanets, quer ser julgado em tribunal britânico

iG São Paulo com Reuters |

Reprodução
Vladimir Umanets (ou Wlodzimierz Umaniec) durante evento em Londres em janeiro

O homem acusado de rabiscar sua assinatura em uma pintura de Mark Rothko avaliada em dezenas de milhões de dólares em um museu britânico disse não ser culpado de um crime. O polonês Wlodzimierz Umaniec foi preso na noite de segunda-feira (8) na cidade de Worthing, no sul da Inglaterra.

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Umaniec ouviu via video-link a acusação de que ultrapassou no domingo um arame na frente do quadro "Black on Maroon", de Rothko, exposto no museu Tate Modern de Londres, e escreveu no canto direito inferior "Vladimir Umanets '12, uma peça potencial do Yellowism", referência ao movimento Yellowism, do qual o agressor afirma ser um dos fundadores.

Vladimir Umanets é o nome artístico de Umaniec, de 26 anos, que vive na Grã-Bretanha há três, mas não tem endereço fixo no país. Ele teve fiança negada e aparecerá no tribunal de novo no dia 16 de outubro.

Leia também:  "Foi uma declaração artística", justifica homem que danificou tela de Rothko

"Foi uma declaração artística, mas se tratou mais de ter a oportunidade de falar sobre galerias e arte", declarou Umaniec à imprensa. "Acredito que se alguém restaurar a tela (de Rothko) e remover minha assinatura, o valor da obra vai baixar, mas depois de alguns vai aumentar justamente por conta do que eu fiz."

O advogado de Umaniec disse à corte de magistrados de Camberwell Green, da área de Londres, que o rapaz vem negando a acusação e está disposto a ser julgado. "Isso pode ser cínico, mas ele pode gostar disso, para que ele tenha a discussão que deseja sobre a arte", disse David Clark.

Leia também: Pintura de Rothko é desfigurada em Londres

A Tate Modern fechou por um breve período no domingo depois que testemunhas relataram o dano ao quadro.

A pintura danificada não tem um valor de mercado preciso, mas este ano o quadro "Laranja, Vermelho, Amarelo", de Rothko, foi vendido por R$ 168 milhões em Nova York – o preço mais alto pago por um objeto de arte do pós-guerra em um leilão.

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