China aumenta pressão sobre Ai Weiwei

Artista dissidente diz que está sofrendo retaliações devido às críticas que faz ao governo

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O artista e dissidente político mais famoso da China, Ai Weiwei, disse nesta terça-feira (dia 2) que as autoridades revogaram a licença comercial da empresa que produz suas obras de arte, no que ele afirma ser um caso forjado como retaliação pelas críticas que faz ao governo.

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O artista de renome mundial, que enfrenta uma possível sentença de prisão sob a acusação de evasão fiscal, citou autoridades dizendo que a empresa não conseguiu completar os requisitos para um novo registro.

Ai disse que a empresa não conseguiu se registrar porque os documentos necessários para apresentar um relatório anual estavam sendo mantidos pelo governo. As autoridades confiscaram documentos e computadores do artista depois que ele foi preso no ano passado, disse Ai. A detenção de 81 dias provocou um clamor internacional.

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"Eles devolveram os computadores, mas não os documentos contábeis relativos a tributos," disse Ai, de 55 anos, acrescentando que recebeu um aviso no domingo das autoridades de segurança pública informando que a licença estava sendo revogada.

"Como uma questão fiscal, não deveria envolver departamentos de segurança pública", afirmou ele à Reuters em uma entrevista por telefone. "Eles precisam me devolver os documentos."

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Ativistas veem o caso de evasão fiscal como uma tentativa de calar o artista, que tem repetidamente criticado o governo chinês por desrespeitar as regras da lei e os direitos dos cidadãos.

Um tribunal chinês confirmou há alguns dias uma multa de US$ 2,4 milhões (R$ 4,76 milhões) por evasão fiscal contra Ai, o que significa que ele corre o risco de ser preso se não pagar uma multa remanescente de cerca de US$ 1 milhão.

Ai disse que se o governo fechar a empresa Beijing Fake Cultural Development Ltd não haverá maneira de pagar as multas adicionais.

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