Obras de R$ 400 a US$ 15 milhões: ArtRio abre à busca de público eclético

Intenção dos organizadores da feira é bater recorde de vendas e ao mesmo tempo atrair o carioca comum desacostumado a grandes eventos de arte

Luisa Girão iG Rio de Janeiro |

São duas as principais ambições da ArtRio - Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, que teve sua abertura para convidados, nessa quarta-feira (12), no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio. A primeira – e mais óbvia – é superar o número de vendas da edição anterior. A estimativa é chegar aos R$ 160 milhões, contra os R$ 120 milhões de 2011. A segunda é despertar o interesse pela arte num público mais amplo, o carioca comum, ainda desacostumado a frequentar esse tipo de evento.

“O Rio de Janeiro está em um momento com muita visibilidade em todos os setores. E com a arte não é diferente. Além de termos obras de artistas clássicos, como Picasso e Salvador Dalí, o visitante pode descobrir pintores novos e até cruzar com um deles aqui como o Vik Muniz ou Adriana Varejão”, afirma um dos sócios do evento, o empresário Alexandre Accioly, que divide a organização com Luiz Calainho, Brenda Valansi Osorio e Elizangela Valadares.

Brenda contou ao iG que conversou com os galeristas para evitarem preconceitos com o público. “Todos têm a consciência de que o mercado brasileiro é jovem e está crescendo”, disse. Apesar da recomendação, algumas galerias optam por não informar o preço de suas principais obras para qualquer um. Se você não for um colecionador e estiver interessado no quadro “Colored Campbell’s Soup Can” de Andy Warhol, por exemplo, vai ter que preencher um cadastro para que a galeria Gagosian remeta as informações por email.

Obras para todos os bolsos

Para ajudar a atingir o objetivo de superar as vendas do ano passado, os organizadores trouxeram duas das galerias de arte mais importantes do mundo: a britânica White Cube e a americana Gagosian. Esta última tem aposta firme no alto poder aquisitivo do mercado brasileiro e traz à ArtRio obras de Picasso, Giacometti, Warhol e outras que não saem por menos de 1 milhão de dólares.

Divulgação
Marie-Thèrése à la Guirlande de Pablo Picasso (1937)

Além dessas duas, foram selecionadas mais 118 galerias e mais de mil artistas com obras para todos gostos. “Neste ano dobramos o tamanho da feira e já estamos muito satisfeitos com o resultado. Nessas primeiras horas de eventos, é possível notar várias bolinhas vermelhas nas paredes, o que significa que os galeristas estão vendendo”, disse Brenda, que não soube informar o quanto já havia sido vendido. “No ano passado, os negócios fechados em 24 horas ficaram em torno de R$ 60 milhões, sendo que se esperava movimentar R$ 100 milhões em quatro dias. A expectativa é igual”, completou.

As peças mais caras do ArtRio são os quadros “The Woman Lying Down” e “Marie-Thérese à La Guirlande” de Pablo Picasso. As obras estão avaliadas entre 10 e 15 milhões de dólares. Já as mais acessíveis são as criações de Paula Rego (R$ 400) e Chelpa Ferro (R$ 500). “Entendemos que obra de arte é um fetiche. Queremos que a obra tenha um valor imenso, mas um preço acessível”, disse Manoel Müller Filho, da galeria Mul.ti.plo.

As compras podem ser feitas com cheque, dinheiro e cartões de crédito e débito. Todas as obras têm isenção do ICMS. As estrangeiras não podem ser levadas imediatamente porque precisam antes ser nacionalizadas com o pagamento de taxas. As peças brasileiras, no entanto, podem ser levadas no ato da compra. “Temos um estoque para não ficar com paredes vazias, mas muitos preferem que providenciemos o transporte pela questão da segurança”, afirmou Brenda.

Art Rio
De 13 a 16 /9
Local: Píer Mauá (Armazéns 2, 3, 4, 5 e Anexo 4) – Av Rodrigues Alves 10 - RJ
Horário de visitação: do meio-dia às 20h
Ingressos: R$ 30

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