Conheça as obras imperdíveis da exposição, que abre ao público nesta sexta-feira

A 30ª edição da Bienal de São Paulo abre para o público nesta sexta-feira (dia 7) com 3 mil obras de 111 artistas de todos mundo, espalhadas por quatro pisos. Para observar tudo, o visitante precisa de pelo menos três horas - e muita disposição.

Leia também:  Menor, Bienal de SP quer ser "inteligente, não bombástica"

Para facilitar a visita de quem for ao Pavilhão da Bienal, o iG selecionou dez destaques da mostra. Entre eles, está o espaço dedicado a Arthur Bispo do Rosário, ponto alto da exposição.

Térreo e primeiro andar

Logo na entrada da Bienal, o visitante depara com uma videoinstlação de  Guy Maddin . O artista canadense inspira-se na estética do cinema mudo dos anos 1920, em especial o expressionismo alemão, para criar uma atmosfera de sonho.

Próximas aos vídeos de Maddin, estão as obras da americana Sheila Hick s. Há mais de seis décadas, a artista trabalha com diversas técnicas de tecelagem, fazendo uma interessante mistura de arte e artesanato.

Um pouco acima, no primeiro andar, está uma das surpresas da Bienal: a sala dedicada ao peruano Edi Hirose . Ele fotografou o cotidiano de comunidades pobres de seu país, misturando rigor formal com um enfoque quase jornalístico do tema.

Leia também: Baixo Ribeiro, da galeria Choque Cultural, indica o que explorar na Bienal

Segundo andar

Suba a rampa, vire à esquerda e ande alguns metros: você estará diante da sala dedicada ao pintor venezuelano Juan Iribarren . Sua obra a princípio parece abstrata, mas uma observação mais atenta revela o quanto é realista.

No segundo andar, também está o ponto alto da Bienal: Arthur Bispo do Rosário . O espaço reúne centenas de objetos produzidos pelo artista plástico, que sofria de esquizofrenia e passou boa parte da vida infernado em instituições psiquiátricas.

Ao lado da sala de Bispo do Rosário, está o espaço do alemão Hans-Peter Feldmann . Aqui, predomina o humor: Feldmann faz graça com clássicos da história da arte, e desta forma coloca em xeque o valor atribuído a essas obra.

Terceiro andar

A obra do islandês Sigurdur Gudmundsson brinca com a interação entre o corpo do próprio artista e o ambiente ao seu redor. Balões, pedras, livros, pedaços de pau e até o mar servem de cenário para suas fotos.

No fundo do terceiro andar, estão os espaços dedicados a Alair Gomes e Mark Morrisroe . O primeiro registra o corpo masculino em fotos de alto conteúdo erótico, enquanto o segundo retrata seu cotidiano e de seus amigos em polaroides.

A última sala da Bienal chama-se "Pessoas do Século 20" e traz centenas de fotos do alemão August Sander . Feitas durante os anos 1920, as imagens criam um painel antropológico da sociedade alemã no período entre guerras.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.