Maior parte do acervo de colecionador do Rio poderá ser recuperado

Levantamento feito por restaurador após incêndio no apartamento de Jean Boghici mostrou que cinco pinturas foram totalmente destruídas

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Um levantamento realizado dois dias após o incêndio que destruiu as obras-primas "Samba" (1925), de Di Cavalcanti, e "Floresta Tropical" (1938), de Guignard, na noite de segunda-feira, em Copacabana, zona sul do Rio, constatou que praticamente todo o acervo do marchand e colecionador Jean Boghici poderá ser recuperado.

Um restaurador esteve na cobertura duplex do colecionador e constatou que muito do que se imaginava perdido está em boas condições de restauração. Algumas obras estavam protegidas por vidros e outras foram danificadas somente por fuligem.

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Nos próximos meses, parte do acervo de Boghici estará em exposição na mostra "O Colecionador", exposição inaugural do Museu de Arte do Rio (MAR). "O que temos de concreto é que, das 150 peças selecionadas, vamos substituir não mais do que 10% delas", afirmou Leonel Kaz, o curador.

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Além das obras de Di Cavalcanti e Guignard, outros três quadros também foram perdidos: "A Mulher e o Galgo" (1925), de Vicente do Rego Monteiro, "O Leitor" (1914), de Lasar Segall, e uma pintura de Joaquín Torres García, de 1931.

Não é a primeira vez que as obras do artista uruguaio se perdem em um incêndio na cidade. Em 1978, quando quase mil obras foram consumidas pelo fogo no Museu de Arte Moderna do Rio, todos os 80 itens presentes na mostra retrospectiva do construtivismo de Torres García foram destruídos.

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