Artista contrário ao governo chinês não recebeu permissão para sair do país, mesmo depois do fim de sua liberdade condicional

AFP

Ai Weiwei: passaporte continua retido
Reuters
Ai Weiwei: passaporte continua retido

O artista dissidente Ai Weiwei declarou nesta quinta-feira (21) à AFP que não recebeu autorização para deixar China, apesar do fim oficial de sua liberdade condicional de um ano, que o obrigava a permanecer em Pequim.

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"Esta manhã fui à delegacia de polícia", declarou Ai Weiwei por telefone, antes de explicar que recebeu um documento oficial que anuncia o fim teórico do controle judicial.

"Meu período de um ano de liberdade condicional terminou, mas disseram que continuariam restringindo minha liberdade de deslocamento", completou o artista, famoso pelas obras e por sua luta a favor de um Estado de direito na China.

"Não devolveram meu passaporte", disse, um dia depois de uma audiência judicial que examinaria o recurso que ele apresentou contra a cobrança de uma grande dívida fiscal, que segundo o artista tem o objetivo de provocar seu silêncio.

O artista foi detido e levado para um local desconhecido em junho de 2011, o que provocou uma onda de indignação internacional. Desde então, Ai Weiwei vive sob vigilância permanente.

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