Christie's expõe obras avaliadas em R$ 969 milhões

Mostra inclui pinturas de John Constable, Francis Bacon, Lucian Freud e Rembrandt

Reuters |

Reuters

Reuters
Quadro 'The Lock', de John Constable

A casa de leilões Christie's vai expor publicamente em Londres nos próximos dias algumas das peças mais valiosas de uma série de vendas que fará até o mês que vem, e com as quais pretende arrecadar mais de R$ 969 milhões.

Importantes obras do paisagista britânico John Constable, de gigantes do século 20 como Francis Bacon, Lucian Freud e Yves Klein e do mestre holandês do século 17 Rembrandt van Rijn ficarão expostas de terça a quinta-feira desta semana na sede da empresa, na King's Street, em Londres.

Embora curta, a exposição das peças de "qualidade museológica" deve contribuir com o interesse em torno dos futuros leilões.

"Tal iniciativa nos permite mostrar ao público obras de arte que raramente, se é que alguma vez, foram vistas em público", disse Jussi Pylkkanen, presidente da Christie's para Europa, Oriente Médio, Rússia e Índia.

"Ao mostrar a grande arte junta, independentemente de idade ou categoria, a exposição também apresenta uma vitrine dos gostos para coleções e hábitos de muitos compradores no mercado atual", acrescentou.

A arquirrival Sotheby's e outras casas menores também estão programando leilões de arte para o final de junho e começo de julho. Com base nas recentes tendências do mercado, especialistas estimam que essas vendas possam se aproximar de R$ 2 bilhões.

Bastam alguns poucos colecionadores super-ricos para que os lances cheguem à casa dos oito ou nove dígitos. Em maio, por exemplo, a tela "O Grito", de Edward Munch, foi arrematada por R$ 247 milhões num leilão da Sotheby's.

A alta dos preços e a procura por raridade e qualidade estimulam os proprietários de algumas grandes obras a venderam-nas, criando um "círculo virtuoso" que já dura três anos.

Analistas alertam, porém, que a desaceleração econômica chinesa, a redução nas compras feitas por colecionadores do Oriente Médio e o clima de incerteza nas finanças globais podem afetar o setor. Ainda assim, a Christie's espera bater vários recordes nos seus leilões de junho e julho.

Entre as obras mais cobiçadas à venda está "The Lock", de Constable, a última de seis grandes telas do artista ainda em poder de particulares, e que pode alcançar R$ 64 milhões a R$ 80 milhões quando for a leilão em 3 de julho.

A obra foi vendida pela última vez em 1990, por R$ 34 milhões, e pelos 16 anos seguintes se manteve como a pintura britânica mais cara da história.

    Leia tudo sobre: Christie'sArtes plásticasConstable

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG