Sucesso nos anos 1980, seriado "Dallas" volta à TV

Famosa série norte-americana retoma personagens e atualiza a trama

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Patrick Duffy como Bobby Ewing na nova versão de 'Dallas'

A família mais implacável e conspiradora dos Estados Unidos está de volta, maior e mais malvada do que nunca.

Mais de 20 anos após o conivente barão do petróleo J.R. Ewing apontar uma arma na própria cabeça no final da série em 1991, "Dallas" retorna à televisão na quarta-feira (dia 13) em uma nova versão para o canal a cabo TNT, com uma geração mais jovem se juntando aos icônicos atores Larry Hagman (J.R.) , Linda Gray (Sue Ellen) e Patrick Duffy (Bobby).

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O rancho da família Southfork, a música-tema e o título dividindo a tela em três continuam iguais.

Mas "Dallas" entrou no século 21 em muitos aspectos - existe até mesmo um Ewing comprometido com a energia alternativa -, e a saga da complicada família introduz os filhos crescidos dos patriarcas J.R. Ewing e Bobby, suas namoradas, e um triângulo amoroso quente com traição, ciúme e manipulação.

A nova série foi criada por Cynthia Cidre com um olhar no programa que foi sucesso nos anos 1980 e outro no futuro. Com a "Dallas" original ainda sendo transmitida em algumas partes do mundo, a nova série já foi vendida para 32 países fora dos EUA.

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Cena da nova versão de 'Dallas'

"Cynthia compreende que é uma fórmula bastante simples, mas trata-se da execução", disse Duffy à Reuters. "Ela entende as vozes dos personagens. Ela não tenta reinventar a roda, e ela faz com que esses enredos funcionem da mesma forma que funcionaram 30 anos atrás."

Com seus personagens sedentos por sexo e petróleo, figurinos chamativos e grandes chapéus de caubói, a série de TV que foi exibida de 1978 a 1991 tornou-se um fenômeno mundial e sinônimo de glamour e excessos nos EUA.

Mas o mercado de TV atual, acelerado e lotado, significa que os enredos tortuosos de "Dallas" serão mais cheios de ação do que o original, quando 90 milhões de espectadores nos EUA e quase 360 milhões em todo o mundo ficaram colados às telas de seus televisores para ver o famoso episódio "Quem matou J.R.?".

"Cada um de nossos novos scripts tem cerca de cinco episódios do antigo 'Dallas' amontoados em uma hora ... Nós não queremos deixar a audiência encostar e relaxar", disse Duffy.

Melhor do que o original?

Duffy, 63 anos, disse que estava cético quando foi abordado sobre fazer uma nova série "Dallas" depois de dois filmes para televisão baseados no seriado, em 1996 e 1998. "Mas depois de ler o roteiro, achei que tinha potencial, agora temos um 'Dallas' que eu desafio qualquer um a pensar que não é tão bom ou melhor que o original", afirmou ele.

A nova série mostra o bonzinho Bobby Ewing como patriarca da família, determinado a manter Southfork livre da perfuração de petróleo, enquanto seu filho adotivo Christopher (Jesse Metcalfe) espera conduzir os negócios da família para energia alternativa.

Fãs ardorosos podem se lembrar que o malvado J.R. errou o alvo em sua tentativa de suicídio; na nova série, ele vive em silêncio e deprimido em um abrigo com assistência, mas não por muito tempo. Seu ambicioso filho John Ross (Josh Henderson) encontra petróleo na terra de Ewing e se prepara para casar com a namorada Elena (Jordana Brewster), filha de uma ex-empregada doméstica de Ewing e ex-noiva de Christopher.

"Em 'Dallas', tudo pode acontecer"

Sue Ellen, sóbria e há tempos divorciada de J.R., está planejando se candidatar a governadora. Cliff Barnes (interpretado por Ken Kercheval), Ray Krebbs (Steve Kanaly) e Lucy Barnes (Charlene Tilton) também fazem aparições.

Do elenco original, Pamela Ewing (interpretada por Victoria Principal) é a ausência mais notável do novo seriado, mas Cidre disse que a porta está aberta para o que poderia ser um retorno surpreendente. A última vez em que se ouviu falar de Pamela Ewing foi em 1987, quando ela saiu para se casar novamente e descobriu que tinha uma doença terminal.

"Nós nunca vimos a personagem de Victoria morrer, e em 'Dallas' tudo pode acontecer!" disse Duffy.

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