Rafinha Bastos é recebido como estrela na Virada Cultural

Sem o humor ácido que o fez famoso, comediante foi a principal atração do palco de stand-up neste domingo

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Claudio Augusto
Rafinha Bastos na Virada Cultural 2012
Não foram só as atrações musicais que atraíram fãs entusiasmados na Virada Cultural de São Paulo. Quando Rafinha Bastos subiu na tarde deste domingo (06) no palco de stand-up comedy, na Praça da Sé, ouviram-se urros e gritinhos histéricos. Na hora do humorista ir embora, houve até quem apelasse para o choro para chamar a atenção e conseguir uma foto com o ídolo.

Ídolo que, podia-se imaginar, estaria em baixa depois das polêmicas envolvendo Wanessa Camargo e a saída da Band. Besteira: contratado por duas emissoras, a figura pública de Rafinha Bastos está mais forte do que nunca, mesmo que ele não tenha sido tão ácido quanto costumava ser na televisão.

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Ao contrário do que ocorreu na abertura do palco da comédia no sábado, na apresentação de Tom Cavalcante , não havia trânsito nas ruas ao redor da Sé. Sem buzinas, ouvia-se melhor as piadas vindas do palco, mas mesmo assim fizeram falta mais caixas de som espalhadas pela praça.

Antes do ex-CQC entrar em cena, passaram pelo palco um time grande de humoristas. Introduzidos por Marcelo Mansfield, o mestre de cerimônias, cada um se apresentava por cerca de 15 minutos e na sequência chamava o próximo. Desse time, se destacaram Marlei Cevada e Mhel Marrer – coube às mulheres serem as mais politicamente incorretas, sem medo de arriscar perante a multidão e a catedral.

Claudio Augusto
Multidão acompanhou performance de Rafinha Bastos na Praça da Sé
Rafinha, talvez ressabiado pelas experiências que sua persona pública "implacável" lhe trouxeram, apostou em um roteiro feijão-com-arroz para o show a céu aberto, onde qualquer um poderia ouvir. Usando e abusando do humor autodepreciativo (como a maioria absoluta da stand-up comedy praticada no país), falou de seu casamento, das experiências sexuais, de prostitutas e outros tópicos padrão da cartilha de comédia.

Galeria: veja cenas da Virada Cultural 2012

Verdade que ele faz tudo com a experiência de quem tem anos de estrada – é difícil resistir às piadas do moço. De alfinetadas, a mais pungente foi para Xuxa, numa referência à lenda urbana de que as músicas infantis da cantora trariam mensagens demoníacas cifradas: "Eu toquei o disco da Xuxa ao contrário... E o diabo canta bem melhor".

Ao final, o público, que era muito maior daquele que prestigiou os comediantes anteriores, praticamente ovacionou Rafinha. O time inteiro de humoristas subiu ao palco para agradecer, mas os gritos eram todos para ele. Se isso é estar na pior...

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