Stand-up de Tom Cavalcante na Virada Cultural é prejudicado pelo som

Alto-falantes não deram conta de atender à multidão e abafar o barulho do trânsito ao redor da Praça da Sé

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Candidato a campeão de público da Virada Cultural 2012, o palco de stand-up comedy, sucesso nos anos anteriores, começou na noite deste sábado (05) em São Paulo enfrentando problemas de infra-estrutura. O humorista Tom Cavalcante se esforçava para mostrar seus personagens mais famosos, mas a multidão que se acotovelava em frente ao palco na Catedral da Sé pouco conseguia ouvir.

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Posicionadas apenas na parte da frente, as caixas de som não davam conta de atender às pessoas espremidas ao longo de toda a Praça da Sé, nas ruas laterais e sentadas na escadaria. Mesmo com toda boa vontade, a ideia era assistir a um espetáculo de humor, e não a uma apresentação de mímica vista pelo telão tímido em frente à catedral. Mais de uma vez surgiu um coro de "aumenta o som" (Tom até achou que era com ele), ignorado.

Não foi só isso. A prefeitura esqueceu (ou não quis) barrar o tráfego ao redor da Sé. Como a praça não deu conta de acomodar todo mundo, as ruas começaram a ser invadidas pelo público, que dividia o espaço com os carros. Resultado: o trânsito parou. Não demorou para o som, que já era ruim, ser atrapalhado por uma sinfonia de buzinas e sirenes.

Tom não pareceu perturbado pelo empecilho. Zanzando pelo palco com cerca de dez metros quadrados, longíquo para quem via da outra ponta da Sé, o comediante mostrou uma versão pocket do espetáculo que apresenta em casas de shows pelo país.

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A performance tem um roteiro bem definido, alterando imitações e pequenos números com personagens célebres na televisão, como a faxineira Jarilene e o bêbado João Canabrava.

Cavalcante cantou músicas de Fagner, Maria Bethânia, Cauby Peixoto e Roberto Carlos, sempre vestido a caráter – as trocas de roupa, aliás, aconteciam em segundos. Sua versão do Rei jogou até rosas vermelhas para o público.

Bastante aplaudido, um cover de Elvis Presley encerrou a apresentação, perto das 21h. Tom agradeceu a São Paulo e dedicou o show ao povo nordestino. Pena que pouca gente ouviu.

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