Obras de Warhol, Kertész, Edinger e Candeias são expostas no MIS

Museu da Imagem e do Som recebe quatro mostras de fotografia a partir desta sexta-feira

iG São Paulo com Agência Estado |

A partir desta sexta-feira (4), o Museu da Imagem e do Som (MIS) vai receber quatro exposições fotográficas. A mais importante delas é "André Kertész: Uma Vida em Dobro", uma retrospectiva de um dos mais importantes fotógrafos do século 20.

Organizada pelo museu francês Jeu de Paume, a mostra apresenta, por meio de 189 imagens realizadas entre os anos 1920 e 1980, uma retrospectiva desse artista que influenciou nomes como Cartier-Bresson.

Suas fotografias permitem percorrer seu itinerário de vida, que se inicia em Budapeste, Hungria, no borbulhante início do século 20, percorre as rodas artísticas da Paris dos anos 1920, e se afirma na produção vanguardista da Nova York pós-guerra nos anos 1930.

Além da exposição de Kertész, o MIS receberá "Andy Warhol: Superfícies Polaroides (1969-1986). Com curadoria de Diógenes Moura, a mostra traz 300 retratos feitos com máquina Polaroid. Nomes como Mick Jagger, Jane Fonda, John Lennon e Arnold Schwarzenegger são alguns dos retratados.

As outras duas mostras são de artistas brasileiros. "Ozualdo Candeias: Rua do Triumpho" apresenta videoinstalações com fotos do acervo pessoal do cineasta, além de reproduções de fotografias que revelam o cotidiano do cinema paulista na chamada Boca do Lixo dos 1960 a 80.

Já "Claudio Edinger – De Bom Jesus a Milagres" traz 40 fotografias feitas por Edinger no sertão da Bahia. São imagens coloridas, um trabalho em que a técnica representa o meio ideal para se alcançar uma carga simbólica - ao utilizar uma máquina especial, uma câmera de grande formato de filmes de 4x5 polegadas, as fotografias apresentam uma atmosfera em que apenas um de seus pontos está focado.

Edinger gosta de fazer citações - do pintor Francis Bacon, afirma que o papel do artista é aprofundar mistérios; do pós-impressionista Paul Cézanne, que a cor é onde o cérebro e o universo se encontram. Ao jogar com o foco/desfoco, o fotógrafo diz querer expressar "o verdadeiro olhar da gente". "A fotografia toda focada não representa a nossa visão, vemos o entorno das coisas sempre desfocado."

Ir e vir nas fotografias, assim como o fotógrafo, que fez sete viagens à Bahia, entre 2005 e 2012, para realizar as obras da série. "Quero fazer o mapeamento do País", diz Claudio Edinger, que além de exibir 28 imagens na exposição no MIS - com curadoria de Leonel Kaz -, lança livro do trabalho De Bom Jesus a Milagres, editado pela Bei. O sertão baiano, lugar do "inadequado", é retratado com a cor deslumbrante numa maneira de transcender a "esterilidade" da localidade.

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