Comprador misterioso do quadro "O Grito" permanece anônimo

Obra foi vendida por R$ 330 milhões, o maior valor já alcançado em um leilão

Reuters |

AP
"O Grito" alcançou o valor máximo histórico até agora por um quadro em um leilão
Dois dias depois da venda do quadro "O Grito", de Edvard Munch, ter batido o recorde de obra de arte mais cara já vendida em um leilão, a identidade do comprador permanece desconhecida - mas talvez não por muito tempo.

As especulações sobre quem comprou a pintura vão de magnatas da Rússia, colecionadores asiáticos e bilionários norte-americanos a museus e empresários da Internet.

Entre os nomes cogitados estão o bilionário de origem russa Leonard Blavatnik, do magnata russo Roman Abramovich e do cofundador da Microsoft Paul Allen.

Leia também: "O Grito", de Edvard Munch, é vendido por R$ 330 milhões

Permanecem fechadas, no entanto, as bocas dos que sabem dentro da Sotheby's, onde a pintura foi vendida na quarta-feira. Ao menos por enquanto, embora se tenham ouvido alguns marchands dizerem que o comprador não demoraria a aparecer.

"Há uma distinção entre divulgar a identidade no momento da compra e divulgar a identidade mais tarde - seja mostrando em casa aos amigos ou por meio de empréstimos a instituições públicas", disse Marc Porter, presidente e chairman da Christie's Americas. "Nós muito provavelmente deveremos saber sobre o comprador nos próximos seis meses", acrescentou ele.

Sete ou oito licitantes participaram do frenesi da noite de quarta-feira no salão de vendas em Nova York, onde os lances começaram em US$ 40 milhões (cerca de R$ 76 milhões).

No final, restaram dois licitantes competindo via telefone por meio dos executivos da Sotheby´s. Charles Moffett, vice-presidente da Sotheby's para Arte Impressionista, Moderna e Contemporânea, prevaleceu com US$ 107 milhões - ou US$ 119,9 milhões (R$ 230 milhões), incluindo a comissão.

O comprador tem uma carteira bem cheia. A mão de Moffett levantava a mão quase imediatamente depois que o seu competidor erguia o braço - em um sinal de que estava autorizado a ir além. David Norman, co-presidente da Sotheby's para arte impressionista e moderna, disse na semana passada que nesse nível "cerca de 10 candidatos estariam em posição para comprá-lo" ou talvez até 15.

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