Museu italiano queima obras de arte para protestar contra crise

Devido à recessão no país, instituição sofre para conseguir financiamento

Reuters |

Um diretor de museu italiano de Nápoles prometeu queimar três obras de arte por semana para protestar contra a falta de investimentos na cultura.

Antonio Manfredi planeja atear fogo em uma fotografia chamada "O Grande Circo da Humanidade", de Filippos Tsitsopoulus, nesta quinta-feira (dia 19). Ele já destruiu duas pinturas e selecionou outras três obras da coleção do museu, de mil peças, para a semana que vem.

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AP
Antonio Manfredi e a artista Rosaria Matarese queimam uma obra de Matarese na frente do Museu de Casoria

Manfredi, de 50 anos, é um artista que há sete anos é diretor do Museu de Arte Contemporânea de Casoria.

O museu não recebe dinheiro público. Mas a recessão eliminou as fontes de financiamento privado que ele tinha e Manfredi disse que a máfia local, a Camorra, ganhou mais poder na área ao comprar negócios em dificuldades.

"Não sei mais a quem recorrer por dinheiro", disse Manfredi à Reuters. "E eu me recuso a pedir à Camorra."

"Pior do que a falta de dinheiro é a indiferença dos políticos com relação à condição da vasta riqueza cultural do país, que está cada vez mais falida, enquanto cresce a influência da máfia", disse ele.

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