14/10 - 11:55 - Agência Estado
SÃO PAULO – Ary Fontoura conta histórias ótimas sobre "A Guerra dos Rocha", muitas delas mais divertidas do que o próprio filme de Jorge Fernando que estreou na sexta-feira.
![]() |
|
Ary Fontoura travestido para |
"Para viajar, eu podia disfarçar a falta das sobrancelhas usando óculos e, no teatro, usava a boa e velha cola para aplicar pêlos falsos. Mas eu pedi um copo d'água para a aeromoça e, quando estendi a mão, com aquelas unhas bem vermelhas, ela ficou paralisada. Fui logo informando que estava fazendo um filme. Ela achou que eu estava mais é querendo lançar moda. Até me disse que artista é sempre ousado."
Ary já fizera travestis antes e usara saltos altos, mas tudo junto terminou por desequilibrá-lo. "Os seios falsos me jogavam para a frente. Os saltos altos me faziam cair para os lados." O pesadelo real foi outro. Para tornar os seios menos rígidos, a figurinista Marília Carneiro criou um modelo de sutiã recheado com alpiste. A mansão da produção ficava no Alto da Boa Vista, no Rio. Ali perto tem uma praça. Numa noite, Ary sonhou que estava caminhando na praça quando viu, detrás de um muro, aquele velho gordo fumando charuto. Era Alfred Hitchcock, o próprio mestre do suspense, que comandou um ataque dos pássaros contra ele. "Acordei em pânico, com as pombas bicando meus seios para comer o alpiste", ele conta.
Leia mais sobre: Ary Fontoura, Guerra dos Rocha
Publicidade
Curta brasileiro ganha principal prêmio de festival em Portugal
Walter Salles e Fernando Meirelles serão homenageados em festival no México