26/09 - 10:18 - Camila Sayuri
RIO DE JANEIRO – Os filmes com temáticas musicais tomaram conta da 10ª edição do Festival do Rio, que, depois da abertura, ontem, começa de fato nesta sexta-feira (26). Dos 350 filmes selecionados e divididos em mais de 20 mostras, os que abordam questões relacionadas à música terão uma sessão própria: a “Midnight Songs”.
São sete filmes estrangeiros, como “Joe Strummer: O Futuro Está Para Ser Escrito”, sobre o vocalista e guitarrista do The Clash, e “Patti Smith: Sonho de vida”, que conta as experiências da “poetisa do punk”.
O roqueiro Neil Young estreia no País o documentário "CSNY - Déjá Vu", registro da turnê de retorno do grupo Crosby, Stills, Nash e Young, um dos grandes nomes da música na década de 1970, que voltou aos palcos para protestar contra a guerra do Iraque e o governo George W. Bush. Young assina o filme como Bernard Shakey, seu pseudônimo atrás das câmeras.
Entre os documentários brasileiros exibidos no festival, seis dos dez filmes em competição enfocam um tema musical. São: “Cantoras do Rádio”, “Contratempo”, “Jards Macalé – Um Morcego na Porta Principal”, “Loki – Arnaldo Baptista”, “Palavra (En)Cantada” e “Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa”.
Além da categoria competitiva, dois dos quatro documentários da mostra Hors Concours são sobre personalidades da música brasileira. É o caso de “O Homem Que Engarrafava Nuvens”, dirigido por Lírio Ferreira. O filme trata da vida do compositor, advogado e deputado federal Humberto Teixeira, autor de clássicos populares como “Asa Branca”.
O injustiçado
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Ícone de sucesso da década de 60, capaz de rivalizar com Roberto Carlos e outros cantores da Jovem Guarda, Simonal caiu no ostracismo após um episódio envolvendo agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).
Suspeitando de que seu contador o roubava, ele mandou dois agentes do Dops darem-lhe uma surra. A partir daí, foi acusado de dedo-duro e de informante do órgão. “Ele virou um assunto que não poderia tocar, entrou no esquecimento”, afirma Leal, um dos diretores.
Lisonjeado com o convite para participar da mostra, Leal diz que a pesquisa da biografia de Simonal começou a ser feita em 2002 por Manoel. Em 2004, ele e Langer passaram a trabalhar com o humorista no filme. “A gente tentou ser imparcial, mas achamos que o que houve com ele foi uma injustiça. Simonal errou, mas pagou por um crime que cometeu mais por vaidade e ignorância do que por ser membro do Dops.”
“Ninguém Sabe o Duro que Dei” será exibido na quarta (1) e quinta (2), no Odeon Petrobras, e na sexta-feira (3), na Estação Vivo Gávea 3.
Confira a lista dos longa-metragens e documentários com temática musical do Festival do Rio de 2009:
Midnight Songs
“Africa Unite”, por Stephanie Black
“Café dos Maestros”, por Miguel Kohan
“Celia, A Rainha”, por Joe Cardona e Mario De Varona
“Combinação
Selvagem: Um retrato de Arthur Russell”, por Matt Wolf
“CSNY: Déjà Vu”,
Bernard Shakey (Neil Young)
“Joe Strummer: O Futuro Está Para Ser Escrito”,
por Julien Temple
“Patti Smith: Sonho de vida”, por Steven Sebring
Documentários (competitiva)
“Loki - Arnaldo
Baptista”, de Paulo Fontenelle
“Cantoras do Rádio”, por Gil Baroni e Marcos
Avellar
“Contratempo”, por Malu Mader e Mini Kerti
“Jards Macalé - Um
Morcego na Porta Principal”, por Marco Abujamra e João Pimentel
“Palavra
(En)cantada”, Helena Solberg
" Titãs - a vida até parece uma festa", de
Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
Documentários (hors concours)
“Simonal - Ninguém Sabe
o Duro que Dei”, por Claudio Manoel, Micael Langer, Calvito Leal
“O Homem Que
Engarrafava Nuvens”, por Lírio Ferreira
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