28/08 - 17:55 - Agência Ansa
VENEZA – O novo trabalho do iraniano Abbas Kiarostami, "Shirin", exibido na seção fora de concurso da 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, inova ao levar para a tela, durante 90 minutos, mais de cem atrizes iranianas (a única exceção é a francesa Juliette Binoche) fazem o papel de espectadoras da peça teatral "Khosrow e Shirin", baseada no poema persa de mesmo nome adaptado pelo próprio Kiarostami.
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Abbas Kiarostami e Juliette Binoche, juntos em |
Mas as atrizes, na verdade, não assistiam à peça, segundo o diretor. "Elas estavam diante de uma tela branca com alguns pontos negros sobre os quais deveriam concentrar-se, pensando em alguma coisa que aconteceu com elas, algo bom ou mau. Enquanto isso, eu me divertia imaginando o que pensavam", explicou ele, que considera a produção a "mais cinematográfica" de sua carreira.
Para Kiarostami, este é um filme sobre o público. "Não existe espetáculo sem público, é o público que carrega consigo a imagem do espetáculo quando se apagam as luzes", disse.
O diretor esclareceu ainda o porquê da participação da atriz francesa Binoche. "Ela participou do filme somente porque estava de passagem por Teerã (capital do Irã), e impôs a condição de não utilizar seu nome para fazer publicidade do filme", revelou.
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