30/07 - 10:42 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO – A curadoria da 28ª Bienal de São Paulo, programada para ocorrer entre 26 de outubro e 6 de dezembro, anunciou a lista dos 40 artistas participantes, os projetos especiais e parte de sua programação - somente os cinco ciclos de debates e o projeto educativo ainda não foram fechados.
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Orçada entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões, a 28ª Bienal traz em sua lista 15 nomes de artistas brasileiros (ou que vivem aqui) e grupos com integrantes nacionais - entre os estrangeiros, há bandas, coletivos, seis criadores em programa de residência. "Diferentemente da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel, o público da mostra brasileira é do Brasil mesmo, a maioria, de São Paulo. São as pessoas da cidade que acabam indo mais e, por isso pensamos em dar oportunidade para bastantes criadores nacionais participarem", diz Ana Paula Cohen.
Nesse sentido, a chamada "Praça", parte desta edição do evento que ocorrerá no piso térreo do prédio vai ser o local "do tempo social e presente". Esse espaço, por exemplo, será ativado pelo projeto cidadãos dançantes do coreógrafo Ivaldo Bertazzo. "Não é espetáculo de dança, é uma maneira de o público não ser um espectador passivo", diz Ana Paula. Passada a "Praça", onde ocorrerão outras atividades que "escapam da disciplina artes visuais" e vão sendo mais híbridas no espaço aberto, o visitante subirá a primeira pequena rampa e nela deixar suas bolsas, pertences, "skates", como diz a curadora, para adentrar na parte da mostra que terá obras que lidam com questões de memória, crítica institucional, "realidade e ficção".
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Obra "00:00, 2007", da artista Rivane Neuenschwander.Vinte e quatro relógios com o horário "00:00" serão instalados em diferentes pontos da cidade / Fabian Birgfeld |
A presença do vídeo e do cinema será forte nesta edição. No primeiro piso estará o Vídeo Lounge, com filmes selecionados por Wagner Morales. Ao mesmo tempo, Gustavo Moura fará edições de imagens, palestras e atividades captadas durante o evento. Outro projeto nesse campo é o Archivo Abierto, seleção feita por Isabel García de vídeos que documentam as ações de artistas no Chile dos tempos da ditadura. Já extravasando o prédio, talvez o projeto do Cinema Capacete também ocorra "numa casa modernista e numa sala de cinema", diz a curadora.
Vinte nacionalidades diferentes estão representadas entre os 40 artistas selecionados. Destes, 27 trabalham em obras desenvolvidas especialmente para a mostra na capital paulista. Veja abaixo a lista completa de participantes:
- Alexander Pilis (Rio de Janeiro, Brasil, 1954. Vive em Barcelona)
- Allan McCollum (Los Angeles, EUA, 1944. Vive em Nova York)
- Ângela Ferreira (Maputo, Moçambique, 1958. Vive em Lisboa)
- Armin Linke (Milão, Itália, 1966. Vive em Milão)
- assume vivid astro focus (Formado em 2000. Baseado em Nova York e Paris)
- Carla Zaccagnini (Buenos Aires, Argentina, 1973. Vive em São Paulo)
- Carlos Navarrete (Santiago, Chile, 1968. Vive em Santiago)
- Carsten Höller (Bruxelas, Bélgica, 1961. Vive em Estocolmo)
- Cristina Lucas (Jaén, Espanha, 1973. Vive em Madri)
- Dora Longo Bahia (São Paulo, Brasil, 1961. Vive em São Paulo)
- Eija-Liisa Ahtila (Hämeenlinna, Finlândia, 1959. Vive em Helsinque)
- Erick Beltrán (Cidade do México, México, 1974. Vive em Barcelona)
- Fernando Bryce (Lima, Peru, 1965. Vive em Berlim)
- Fischerspooner (Formado em Nova York, EUA, 1998. Vivem em Nova York)
Gabriel Sierra (San Juan de Nepomuceno, Colômbia, 1975. Vive em Bogotá)
- Goldin+Senneby (Formado em Estocolmo, Suécia, 2004. Vivem em Estocolmo)
- Iran do Espírito Santo (Mococa, Brasil, 1963. Vive em São Paulo)
- Israel Galván (Sevilha, Espanha, 1973. Vive em Sevilha)
- Javier Peñafiel (Zaragoza, Espanha, 1964. Vive em Barcelona)
- João Modé (Resende, Brasil, 1961. Vive no Rio de Janeiro)
- Joan Jonas (Nova Iorque, EUA, 1936. Vive em Nova York)
- Joe Sheehan (Nelson, Nova Zelândia, 1976. Vive em Wellington)
- Leya Mira Brander (São Paulo, Brasil, 1976. Vive em São Paulo)
- Los Super Elegantes (Formado em San Francisco, EUA, 1995. Vivem em Los Angeles)
- Mabe Bethônico (Belo Horizonte, Brasil, 1966. Vive em Belo Horizonte)
- Marina Abramović (Belgrado, ex-Iugoslávia, 1946. Vive em Nova York)
- Matt Mullican (Santa Mônica, EUA, 1951. Vive em Nova York)
- Maurício Ianês (Santos, Brasil, 1973. Vive em São Paulo)
- Mircea Cantor (Oradea, Romênia, 1977. Vive em Paris)
- Nicolás Robbio (Mar Del Plata, Argentina, 1975. Vive em São Paulo)
- O Grivo (Formado em Belo Horizonte, Brasil, 1990. Vivem em Belo Horizonte)
- Paul Ramirez Jonas (Pomona, EUA, 1965. Vive em Nova York)
- Peter Friedl (Oberneukirchen, Áustria, 1960. Vive em Oberneukirchen)
- Rivane Neuenschwander (Belo Horizonte, Brasil, 1967. Vive em Belo Horizonte)
- Rodrigo Bueno (São Paulo, Brasil, 1967. Vive em São Paulo)
- Rubens Mano (São Paulo, Brasil, 1960. Vive em São Paulo)
- Sarnath Banerjee (Calcutá, Índia, 1972. Vive em Nova Délhi)
- Sophie Calle (Paris, França, 1953. Vive em Paris)
- Valeska Soares (Belo Horizonte, Brasil, 1957. Vive em Nova York)
- Vasco Araújo (Lisboa, Portugal, 1975. Vive em Lisboa)
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