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YouTube revolucionou formato do curta-metragem, afirma diretor de “Tapa na Pantera”

26/06 - 15:56 - Lívia Machado

Fazer carreira como diretor de curta-metragens em um país desenvolvido já não é simples. O que dirá em uma terra ainda em desenvolvimento e tecnologicamente atrasada como o Brasil? A realidade do cenário audiovisual, no entanto, vem mudando conceitos e análises como essa. Para a geração de jovens produtores, o site Youtube criou uma nova forma de fazer e exibir vídeos, gerando uma espécie de revolução na cinematografia mundial.

O curta-metragem “Tapa na Pantera”, produzido em 2006 por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes, comprova a mudança de paradigma provocada pela era Google. Produzido para participar de festivais de curtas em São Paulo e Gramado, no Rio Grande do Sul, o filme foi divulgado no YouTube, sem autorização prévia dos autores. Depois de cair na rede, caiu no gosto popular e gerou alvoroço nacional.

Rafael Gomes revela que esse episódio provocou uma releitura no modo antigo de produção. “Nos assustamos com o alcance repentino, mas aprendemos a achar fantástico. Sem dúvida, tivemos uma exposição indireta muito boa”.

E os resultados dessa brincadeira não foram pequenos. A equipe do “Tapa” foi elogiada por Caetano Veloso, que se definiu como fã dos jovens produtores. Fora a tietagem, Gomes ainda abocanhou uma campanha para o filme “Muito Gelo e Dois Dedos D'água”, de Daniel Filho.

De fato, o YouTube democratizou o acesso, a linguagem e tornou-se uma grande vitrine para os profissionais de audiovisual. “É um cartão de visitas poderosíssimo”, ressalta ele. Hoje, o lema de Glauber Rocha “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, parece ser o slogan perfeito dessa geração e da própria internet colaborativa.

A explosão dessa nova forma de fazer cinema reflete também no mercado de trabalho. Aos poucos, cursos de audiovisual pipocam pelas universidades brasileiras, que também estão tendo que se readequar às demandas. Para Gomes, a área crescerá exponencialmente nos próximos anos. Na opinião do cineasta, a exposição de material nas diversas possibilidades de mídia estimulam essa aceleração. “Essa ferramenta marca uma virada histórica no cenário audiovisual”, conclui.

Leia mais sobre: curta-metragem, cinema





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