iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Personagens de "Sex and the City" inspiram vidas de paulistanas

07/06 - 08:51 , atualizada às 20:54 15/08 - Luciana Fracchetta, do Último Segundo

SÃO PAULO - Elas são lindas, bem-sucedidas e falam o que pensam sem se preocupar com a opinião dos outros. Se já não bastasse, ainda moram em uma das metrópoles sinônimo de modernidade: Nova York. Considerando tudo isso, que mulher não gostaria de estar na pele de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte – as quatro personagens principais da série "Sex and the City"? Em São Paulo, encontramos três mulheres que, além de serem fãs de carteirinha do seriado, afirmam que ele serviu de inspiração para algum momento de sua vida.

Arquivo pessoal
tatiana
Tatiana na loja de sapatos de Manolo Blahnik, em NY
“Não consigo ver outra série que represente tão bem a mulher moderna”, afirma a jornalista Tatiana Ártico, de 26 anos. Fanática por “Sex and the City”, ela conta que comprou todos os DVDs da série e quando viajou para Nova York, acompanhada do namorado, fez questão de visitar os lugares que servem de palco para a vida agitada das personagens.

Tatiana garante que o seriado "não é fantasioso". "Os temas abordados são muito próximos da realidade feminina de quem mora em uma metrópole", conta. Ela fala que a forma com que o quarteto encara seus dramas serviu de inspiração para alguns momentos de sua vida. "Sou mais auto-confiante nas minhas atitudes. Hoje, não me importo tanto com o que as outras pessoas vão pensar sobre os meus atos. Também aprendi a ousar mais nas minhas roupas", revela Tatiana.

A professora Ursula Dini também se assume fã de carteirinha. Em maio deste ano viajou para Nova York e, assim como Tatiana, fez questão de visitar alguns lugares que aparecem na série. “Me identifico em várias situações com a Carrie e com a Miranda. A Carrie porque ela é a mais “normal”, tem os conflitos que todas as mulheres têm (ela comenta que também possui um Mr. Big em sua vida). A Miranda por ser workaholic e às vezes um pouco grosseira de falar o que pensa sem rodeios. E gostaria muito de ser a Samantha, acho que ela é a mais feliz”, afirma Ursula rindo ao dizer a última frase.

Ursula confessa que se inspira na Carrie inclusive na hora de se vestir. “Adoro o estilo dela, as roupas. Principalmente os vestidos”, afirma. Mas diferentemente de uma de duas personagens preferidas, ela prefere os brechós às lojas de marca.

Arquivo pessoal
fran
Françoise, em Paris, ou nas lojas de Paris
Já Françoise Terzian, de 33 anos, afirma que depois que começou a acompanhar a rotina do quarteto, passou a curtir mais a cidade e buscar lugares novos. “Passei a reparar no que São Paulo pode me oferecer. Aqui temos 1001 opções de passeios, lugares, lojas. Comecei a sair mais. Passei até a conversar com estranhos. Se elas fazem isso...”, conta.

Françoise conta que, no começo da série, não era tão fã como hoje. “Comecei a ver freqüentemente matérias em revistas e internet. Aí me perguntei: por que as mulheres gostam tanto disso?” Quando começou a assistir ao seriado, entendeu. “O texto é muito inteligente. Gosto dessa imagem da mulher solteira, independente, mas que também enfrenta dificuldades”, diz.

Retrato de uma época

O enorme sucesso que “Sex and the City” vem fazendo, deve-se principalmente ao fato de retratar tão bem os dramas e as conquistas do universo feminino no século 21. As histórias das quatro personagens abrangem as neuroses da mulher contemporânea: desde a independência financeira e profissional, passando pela busca pelo homem ideal até chegar ao vício de 9 entre 10 mulheres: as compras.

“As mulheres estão cada vez mais fortes, independentes. A série fala justamente sobre isso. Pode reparar, a maioria dos homens, eu diria 97%, odeia ‘Sex and the City’”, afirma Ursula, que já teve intermináveis brigas com amigos que odeiam o quarteto.

“A série retrata bem a mulher solteira que vive em uma cidade grande e precisa conciliar trabalho, vida social com as amigas e vida amorosa. Tem tudo a ver com o nosso tempo, nossa realidade”, afirma Françoise. Para ela, também aborda bem a dificuldade da mulher independente em busca da chamada "cara-metade" – que nem sempre termina de maneira positiva. “Elas te ensinam que você tem que ser feliz de qualquer jeito, mesmo que não encontre o grande amor. Acredito que a mensagem seja essa”, diz.

Arquivo pessoal
sula
Ursula, em Nova York, lê roteiro do "Sex and the City"

Françoise conta ainda que se diverte também com o outro lado menos “sério” de “Sex and the City”, que mostra as futilidades femininas, como as compras, que ela chama de “vício da mulher moderna”. “Mas não deixa de mostrar ela estourando o cartão de crédito, se endividando e pedindo dinheiro paras as amigas. O que acontece na vida real”, afirma. Perguntamos se ela gastaria US$ 800 em um sapato, como Carrie fez em um episódio. “Acho que sim, às vezes temos que nos presentear”, diz.

Um cosmopolitan, por favor

A cena se repete em grande parte dos episódios: Carrie chega a um restaurante ou bar super badalado de Nova York. O primeiro pedido ao garçon sempre é o drink Cosmopolitan – bebida feita à base de vodka e cointreau. Quem assiste o seriado não nega que fica curioso para experimentar a bebida.

“A primeira vez que tomei um Cosmopolitan foi por causa da série. Toda vez em que assistia elas tomando, pensava: preciso experimentar essa bebida, deve ser muito boa”, conta Ursula. Quando questionamos se ela tinha gostado, a resposta veio na ponta da língua: “muito, eu adorei!”.

Ursula indicou dois lugares em São Paulo para saborear um bom Cosmopolitan. “Nem em Nova York tomei um tão gostoso”, conta. As indicações são o Maori, na Vila Olímpia, zona sul, e o Drake’s, bar que fica no Consulado Britânico, em Pinheiros, zona oeste.

Já Tatiana afirma que experimentou a bebida, mas não gostou tanto. “Fiquei com vontade porque a Carrie sempre toma. Mas não achei tudo isso. Aliás, descobri que a própria Sarah Jessica Park não é tão fã assim”, disse.

E se...

Perguntamos às nossas três entrevistadas se elas pudessem passar um dia com as quatro personagens da série, o que gostariam de fazer? As respostas seguem abaixo:

Ursula – “Participar de um café-da-manhã. É o momento chave dos episódios, onde contam o que está acontecendo na vida uma das outras, trocam conselhos. Sem dúvidas seria isso”.

Tatiana – “Gostaria muito de sentar em um café com elas e passar o dia inteiro conversando. Contaria sobre minha vida e perguntariam o que pensam, pediria conselhos. Elas parecem tão certas em tudo o que fazem”.

Françoise - “Passar um dia inteiro com elas. Fazer compras, almoçar, ir à festas exclusivas de Nova York. Não perderia um segundo sequer. Elas sabem aproveitar a vida como ninguém”.





US Multimídia


Publicidade


Enquete