28/05 - 16:34 - Agência Ansa
VIENA, 28 MAI (ANSA) - O filho mais velho do líder revolucionário Che Guevara, Camillo Guevara, viajou a Viena para apresentar uma mostra fotográfica dedicada ao seu pai, por ocasião de seus 80 anos.
A mostra "Che Guevara - Imagem de culto de uma geração" apresenta diversas fotos do combatente argentino, incluindo o famoso retrato de Che de autoria de Alberto Korda, feito em Havana em 1960.
Camillo, de 45 anos, dirigiu-se a uma platéia de cerca de 50 pessoas para falar sobre o pai, de quem tem lembranças muito vagas, além de cartas e histórias ouvidas de outras pessoas.
Para o filho de Che, a revolução em Cuba, diferentemente de outros lugares, foi um processo natural do povo e que é concluída todos os dias. "Sem esse projeto não podemos existir, não temos identidade", disse Camillo, que dirige em Havana o Instituto Che Guevara.
"É uma utopia pensar que as coisas possam ir adiante desse modo", declarou, criticando a "exploração econômica, política e ecológica" do planeta.
O filho de Che vê sinais de mudança positivas nos governos do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales, assim como na Nicarágua e no Equador. Ele ainda recordou que na época de seu pai, "a luta armada era um instrumento, não um fim" e que hoje a esquerda na América Latina chegou ao poder pelas urnas. "Naquela época era impossível, as pessoas morriam e desapareciam, o que ainda é uma realidade na Colômbia, onde somos obrigados a pegar em armas", disse ele, em referência indireta às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Sobre a relação de seu país com os Estados Unidos, Camillo destaca que é "contra um sistema não um povo" e que Cuba "sempre teve ligações com todos os povos". (ANSA)
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