O patê de fígado de ganso francês, o famoso foie gras, conquista cada vez mais admiradores no mundo, e o valor de suas exportações chegou a 111 milhões de euros em 2007, uma alta de 17% em relação a 2006, informaram os empresários do setor nesta quinta-feira em uma entrevista coletiva à imprensa.
A Espanha mantém a liderança confortável como maior importador de foie gras francês (35,7 milhões de euros) à frente da Bélgica (14,6), do Japão (14,4) e da Suíça (10,2).
As importações da Grã-Bretanha, mesmo que o príncipe Charles tenha banido o foie gras de suas residências por "razões pessoais" e apesar da decisão da rede de lojas de artigos de luxo Harvey Nichols de não vender mais o produto, continuam a progredir e chegam à 5ª posição (4,7) à frente da Alemanha (4,0).
Os Estados Unidos, que impõem desde 1999 uma taxa de 100% sobre o patê em represália ao embargo europeu à carne de boi norte-americana, mais que dobraram suas importações em 2007 (1,8).
Impulsionada pelas exportações, a produção francesa de foie gras de pato e de ganso atingiu 20.400 toneladas, ou seja 78% da produção mundial, alta de 7% em relação a 2006.
O consumo do foie gras também aumenta em sua pátria-mãe. Na França, as vendas registraram um aumento em 2007 de 4,1% em volume e de 7% em valor.
Para 2008, Jean Schwebel, presidente do Cifog, prevê um "crescimento do consumo francês da mesma ordem que em 2007", apesar de um aumento dos preços ao consumidor estimado entre 5% e 10% em razão da alta dos preços da alimentação animal, sobretudo do milho.
Perguntado a respeito das ações de defensores dos animais, principalmente da Associação Stop Gavage, Schwebel afirmou estar "atento, mas não preocupado".
Os produtores franceses são criticados por seu método mecanizado de engorda dos gansos e principalmente dos patos, que consiste na imobilização dos animais, que são forçados então a engolir grandes quantidades de milho.
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