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Festival “É Tudo Verdade” exibe 137 documentários com entrada gratuita

26/03 - 15:36 - Da Redação do Último Segundo

O festival "É Tudo Verdade" chega a sua 13ª edição nesta quarta-feira (26), em São Paulo, dando início a uma maratona de documentários nas mostras competitivas nacionais e internacionais, de curta e longa-metragem, além de programações paralelas, espalhadas por oito salas e espaços culturais da cidade. Até o dia 06 de abril, 137 títulos vão ser exibidos na capital paulista, sendo que a maior parte deles segue também para o Rio de Janeiro, a partir de amanhã, e depois viaja para Bauru (SP), Brasília, Recife e Caxias do Sul (RS), tudo com entrada gratuita.

Dezoito documentários brasileiros terão sua estréia mundial durante o festival, fato que foi comemorado pela organização. “Isso sinaliza inequivocamente a vitalidade da produção nacional hoje”, sinalizou o fundador e diretor do festival, Amir Labaki, que mantém um programa sobre o gênero no Canal Brasil. “Poucas cinematografias não-ficcionais no mundo conseguiram emplacar uma safra assim em um mesmo festival”.

Paralelamente, também acontece a 8ª Conferência Internacional do Documentário, que trará à capital paulista, na próxima semana, grandes realizadores do cinema mundial, caso do dinamarquês Jorgen Leth, que recebeu uma retrospectiva de sua obra no festival em 2003. O tema desta edição é “Documentário Experimental” e terá duas mesas dedicadas a brasileiros que inovaram a área, caso, por exemplo, de Glauber Rocha, Rogério Sganzerla e Andrea Tonacci.

Destaques da programação

A sessão de abertura, às 20h30, no Cinesesc, será realizada com “Stranded”, que reconstitui o trágico acidente nos Andes do avião que, em 1972, levava um time de rugby uruguaio para um amistoso no Chile. A famosa história gerou dois longas-metragens – “Os Sobreviventes dos Andes” e “Vivos!”, este o mais conhecido –, principalmente pelo fato de os passageiros que resistiram à queda terem sido obrigados a consumir carne humana para sobreviver.

Divulgação
"Simonal"
Os destaques da competição internacional ficam por conta de “Me Abrace Forte e Me Deixe Ir”, da consagrada Kim Longinotto, ganhador do BritDoc de 2007 de melhor documentário por abordar o trabalho dos funcionários de uma escola exclusiva para alunos violentos; “Cosmonauta Polyakov”, depoimentos do astronauta russo que detém o recorde de permanência no espaço; “Glass: Retrato em 12 Partes”, que enfoca os 70 anos do compositor celebrado por cineastas como Woody Allen e Martin Scorsese; e “Descrição de um combate”, que, quase cinco décadas depois, retoma um documentário sobre os primeiros anos do Estado de Israel.

Dentro da mostra competitiva nacional, chamam a atenção “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, sobre a ascensão e queda do ídolo popular da década de 1960 e 1970; “Pan-Cinema Permanente”, de Carlos Nader, que mostra um olhar sobre a obra do poeta e escritor Waly Salomão; e “O Tempo e o Lugar”, do veterano Eduardo Escorel, que conta a história de um líder do MST. Fora de competição, dois trabalhos sobre um par de ícones da cultura brasileira: “Coração Vagabundo”, enfocando Caetano Veloso, e “Paulo Gracindo – O Bem-Amado”, a respeito da carreira do ator.

Várias mostras paralelas também reservam pérolas, em especial a abrangente “O Estado das Coisas”, que aglutina filmes com relevância histórica e social, abordando os EUA pós-11 de setembro, conflitos no Afeganistão e a morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Ainda há espaço para um painel latino-americana e da produção de obras experimentais brasileiras e internacionais, tema da conferência simultânea ao festival.

Como se não bastasse, ainda há diversas sessões que devem provocar correria por ingressos. Uma delas é a retrospectiva “10 Documentários Que Mudaram o Mundo”, com curadoria do crítico britânico Mark Cousins. Estão presentes desde o libelo nazista “O Triunfo da Vontade” (1936), de Leni Riefenstahl, até o oscarizado “Tiros em Columbine”, de Michael Moore, passando por “BBC – Relatório Etiópia”, produção de 1984 que abriu os olhos do planeta para a fome na África.

Divulgação/Rex Features
"Joy Division"
Homenagens a Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni, falecidos no ano passado, e um documentário sobre o cineasta Billy Wilder também devem ser bastante procurados pelo público, mas não tanto quanto “Joy Division”, reconstituição da trajetória da banda inglesa, e “Palavras de Conselho - Na Estrada com William S. Burroughs”, sobre o autor beatnik, ambas parte do projeto “Round Midnight”, exibido no fim de noite.

A programação completa está disponível no site oficial da mostra.

Serviço
É Tudo Verdade - 13º Festival Internacional de Documentários
São Paulo: de 26 de março a 06 de abril
Rio de Janeiro: de 27 de março a 06 de abril
Bauru (SP): 10 a 13 de abril
Brasília: de 14 a 20 de abril
Recife: de 17 a 20 de abril
Caxias do Sul (RS): de 24 a 27 de abril
Entrada gratuita para todas as sessões (exceto nos filmes de abertura). Os ingressos serão distribuídos nas salas uma hora antes do horário de início.





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