17/03 - 08:06 - Agência Estado
Desde que Ivo Mesquita anunciou seu projeto curatorial para a 28ª Bienal de Arte de São Paulo, prevista para ocorrer entre 19 de outubro e 30 de novembro, esta edição do evento ficou caracterizada, expressamente, como 'A Bienal do Vazio'. A polêmica alastrou-se com a decisão do curador de deixar todo o segundo piso do enorme prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera, projetado por Niemeyer, totalmente destituído de obras durante o período da mostra.
Para o curador, o vazio se transforma em metáfora para 'interromper o fluxo, essa voracidade de produção de imagens e de representações que a gente vive', como nas feiras de arte e megaeventos, e para que este se transforme em momento de reflexão sobre o papel de uma bienal. Houve e ainda há críticas, assim como há os que viram e vêem com otimismo o 'gesto simbólico', como diz Mesquita - mas de uma mão pesada, também ele reconhece -, presente em sua proposta curatorial. O problema é que, ao mesmo tempo, o restante do projeto, concebido com os curadores-adjuntos Ana Paula Cohen e Thomas Mulcaire, ficou em segundo plano numa zona translúcida.
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