25/02 - 22:10, atualizada às 11:01 26/02 - Redação com agências internacionais
Washington - A cerimônia de entrega dos prêmios Oscar foi seguida por uma média de 32 milhões de espectadores, o que representa o pior número de suas retransmissões, segundo dados apresentados nesta segunda-feira pela empresa de medição de audiência Nielsen Media Research.
O show com mais de três horas, transmitido pela ABC e apresentado por Jon Stewart, teve uma média nacional de 21,9 pontos de audiência nos 56 mercados monitorados pela Nielsen.
Cada ponto equivale a 1% dos 78,8 milhões de lares nessas cidades, que representam 70% da população norte-americana.
O número preliminar fica abaixo do de 2003, considerado o Oscar menos visto desde que a festa começou a ser transmitida pela TV, em 1953. Realizada logo depois do início da ocupação militar dos EUA no Iraque, aquela cerimônia deu média de apenas 25,5 pontos. A média nacional foi de 20,4 pontos.
Em termos absolutos, o evento de 2003 foi visto por 33,05 milhões de espectadores, menor número desde 1974, quando começou a medição de audiência.
A 80ª edição destes prêmios esteve dominada pelos atores europeus.
No ano passado a cerimônia foi seguida pela mesma rede de televisão por uma média de 38,8 milhões de espectadores, o que representa uma queda de seis milhões.
A edição mais vista até agora foi a do ano de 1998, com uma média de 55 milhões de espectadores, quando "Titanic" ganhou 11 prêmios.
Os filmes vencedores na entrega de ontem como "Sangue Negro", "Michael Clayton" ou "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet " foram filmes que atingiram uma pobre audiência em bilheteria, apesar das boas críticas recebidas.
O grande ganhador da noite "Onde os fracos não têm vez", dos irmãos Coen, que também deu a Javier Bardem o Oscar de melhor ator, só alcançou na bilheteria americana 64 milhões de espectadores. O drama violento recebeu quatro prêmios na noite de domingo.
Os integrantes da Academia também premiaram filmes, atrizes e atores de vários países. O britânico Daniel Day-Lewis recebeu o Oscar por seu papel de explorador de petróleo do início do século 20 no longa "Sangue Negro".
Entre as mulheres, uma francesa e outra britânica. Marion Cotillard venceu o prêmio de melhor atriz por sua interpretação da famosa cantora francesa Edith Piaf, em "Piaf: Um Hino ao Amor", enquanto Tilda Swinton ficou com o Oscar de coadjuvante por "Conduta de Risco".
Cotillard é a primeira francesa a ganhar um Oscar nesta categoria desde 1960. "Estou sem palavras agora", disse Cotillard ao subir ao palco para receber a estatueta. "Obrigada vida, obrigada amor. É verdade que há anjos nesta cidade."
| Reuters |
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| Atores Javir Bardem e Marion Cotillard |
O quarto Oscar de "Onde os Fracos Não Têm Vez" também foi para os irmãos Coen, por melhor roteiro adaptado. A dupla baseou seu filme no livro de mesmo nome de Cormac McCarthy.
Piadas políticas
Após meses de dúvidas sobre se a festa do Oscar iria ou não acontecer, as portas do Kodak Theatre, em Hollywood, abriram-se no domingo para a entrega dos prêmios liderada pelo apresentador Jon Stewart e suas piadas sobre os indicados.
O primeiro prêmio importante da noite foi para o filme de animação "Ratatoiulle", sobre um rato que vira cozinheiro em um restaurante de Paris.
"Elizabeth: A Era de Ouro" venceu o prêmio de melhor figurino, e "Piaf" ganhou o de melhor maquiagem. O Oscar de filme estrangeiro foi para o austríaco "The Counterfeiters", e o de melhor documentário para "Taxi to the Dark Side".
Stewart fez piadas sobre o tom pessimista de filmes como "Conduta de Risco", sobre um homem que faz o trabalho sujo de uma empresa de advogados, e "Desejo e Reparação", história sobre traições familiares.
"Este povo precisa de um abraço?", brincou o anfitrião. "A única coisa que posso fazer é dar graças a Deus pela gravidez adolescente", acrescentou, fazendo referência a "Juno".
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A cerimônia do Oscar quase foi cancelada devido a uma greve de três meses dos roteiristas de cinema e televisão, encerrada há cerca de 10 dias.
O produtor do Oscar, Gil Cates, lutou pela realização da cerimônia e contratou Stewart para conduzir o show. Ele é um conhecido humorista político dos Estados Unidos, que está em meio a uma campanha para as eleições presidenciais.
Stewart não decepcionou, fazendo piadas tanto dos republicanos como dos democratas.
(*com informações das agências EFE, Reuters e BBC)
Comemoração:
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Antes da festa:
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