15/02 - 11:08 - Agência Estado
Três concertos abrem, a partir de hoje, a nova temporada do Teatro Municipal de São Paulo. É um ano de expectativas.
Em 2007, por conta das obras que seriam feitas no palco, a temporada de óperas foi reduzida, adiando o plano do maestro Jamil Maluf de instaurar um ciclo constante e consistente de produção, alterando a relação com o público e redefinindo o papel do teatro na vida cultural da cidade. A obra, enfim, ficou para o ano que vem. E, a partir de hoje, sua gestão tem a chance de mostrar a que veio.Quem abre o ano é a Sinfônica Municipal, com regência do maestro Mario Zaccaro, que substitui o alemão Gábor Hollerung, que estava escalado para reger o Réquiem de Brahms, mas machucou-se pouco após a chegada ao Brasil - uma queda provocou sua internação em um hospital da cidade. No domingo de manhã, é a vez da Orquestra Experimental de Repertório, com regência de Maluf e solos do pianista Ricardo Castro. E, na quinta-feira, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo abre seu ano em concerto com obras de Guerra Peixe e Schubert. São três programas dedicados à música de concerto - ao todo, serão 30 ao longo do ano.
A idéia, segundo Maluf, é unir grandes obras do repertório com outras menos conhecidas, de autores pouco executados por aqui. Além disso, reforça a preocupação com o valor dos ingressos - de R$ 10 a R$ 15. "Qualquer estudante, com sua carteirinha, paga R$ 7,50 e senta na platéia. É menos que o valor do ingresso para o cinema", diz o maestro.
Medidas como essa, além da reinstituição dos concertos nas manhãs de domingo, já mudaram o público do teatro, afirma o maestro. "A Sinfônica Municipal é um bom exemplo disso. Hoje, diferente de dois anos atrás, não há um concerto da orquestra sem pelo menos mais de dois terços da lotação do teatro. E, para este ano, com a venda antecipada de ingressos, já há récitas esgotadas de algumas das óperas programadas."
A conversa chega à ópera. E é nela, e no balé, que está o investimento do maestro. Quando assumiu o teatro, em 2005, Maluf foi taxativo - o Municipal é um teatro de ópera e de balé e precisa resgatar sua vocação. Isso, explica ele, não exclui os concertos sinfônicos. Mas subentende uma escolha na hora da programação - e, conseqüentemente, uma escolha na hora de pensar o funcionamento do teatro. Em 2008, serão oito títulos, um número alto de produções, com um orçamento que não é dos maiores, pouco mais de R$ 6 milhões, da onde sai também a verba para os concertos, as apresentações do balé e as demais séries do teatro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Abertura da Temporada do Teatro Municipal - Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico. Hoje, 21 h. R$ 10 a R$ 15. Orquestra Experimental de Repertório. Dom., 11 h. R$ 10 a R$ 15. Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. 5.ª (21), 21 h. R$ 5 a R$ 10. Teatro Municipal (1.580 lug.). Praça Ramos de Azevedo, s/n.º, Centro, tel. (011) 3222-8698.
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