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Feira de arte com Brasil como convidado será apresentada hoje à comunidade

16/01 - 11:39 - EFE

Joaquín Rábago Londres, 16 jan (EFE) - A diretora da Feira Internacional de Arte Contemporânea (Arco) de Madri, Lourdes Fernández, apresentará nesta quarta-feira, na residência londrina do famoso arquiteto britânico Norman Foster, a edição 2008 do evento, que este ano terá o Brasil como país convidado. Ao todo, 28 galerias brasileiras foram convidadas para a Arco 2008, entre elas a Amparo 60,a A Gentil Carioca e a Laura Marsiaj Arte Contemporânea. "O mundo anglo-saxão nos importa muito, e há um interesse crescente pela arte latino-americana", disse Fernández à Agência Efe para explicar tanto a escolha do Brasil como país convidado como a apresentação da Arco na casa de Foster, casado com a psicóloga e hoje editora de livros de arte luxuosos Elena Ochoa. "Foi uma proposta de Elena, que é muito generosa e com quem combinei realizar muitos projetos artísticos", disse Fernández. A imprensa britânica e internacional, muitas galerias londrinas e veteranos galeristas, como o austríaco Thaddaeus Ropac - que falará aos presentes -, também foram convidados para a festa. Fernández se mostrou muito satisfeita com a evolução da feira madrilenha e disse que este ano 600 galerias se inscreveram para participar dela. "A demanda é muito boa, e espero que seja um sucesso, entre outras coisas, graças ao Brasil, um país emergente e com uma criatividade à flor da pele, capaz de atrair colecionadores e curadores de museus" de todo o mundo, mas que "para muitos...

A feira Frieze, de Londres, é outra sempre citada como concorrente, mas é muito menor, com cerca de 140 galerias, e foca a arte de vanguarda, enquanto a feira madrilenha é muito mais abrangente, disse Férnandez, que, no entanto, ressaltou que aquela tem a seu favor o fato de a capital britânica ser hoje um centro financeiro mundial.

"Muito mais galerias latino-americanas vêm à Arco. No ano passado, participaram 14 do Brasil, e este ano serão 31 com o país como convidado", disse a diretora, acrescentando que "Madri é, sobretudo, uma cidade muito atrativa para todos os latino-americanos", com uma cultura e uma mercado muito diferente dos londrinos.

Fernández se disse consciente dos males que, para alguns colecionadores, pode supor a grande presença de público não comprador na Arco - o que também a distingue da Frieze -, mas disse que, para isso, dois dias serão reservados para os visitantes especializados, como no ano passado.

O interesse do público (cerca de 200 mil pessoas passaram pela Arco no ano passado), ao mesmo tempo, faz parte de sua "idiossincrasia", e pode contribuir para estimular o colecionismo espanhol, que, segundo Férnandez, vem crescendo também entre pessoas físicas.

"Esse público foi crescendo e temos que agradecer a eles pelo apoio à Arco nos anos difíceis, quando ainda havia poucos colecionadores na Espanha", acrescentou.

A diretora da Arco não demonstrou estar muito preocupada com o impacto da crise econômica decorrente das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos e disse que o mercado da arte, inclusive o espanhol, está hoje muito mais consolidado.

"Já não é mais um mercado vulnerável", afirmou. EFE jr mac/sc




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