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ESTRÉIA-Angelina Jolie aparece digitalizada no épico 'Beowulf'

29/11 - 15:35 - Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - 'A Lenda de Beowulf', baseado em um poema épico saxão, chama a atenção por ser protagonizado pelos atores Angelina Jolie, Anthony Hopkins e John Malkovich em versões digitalizadas, além de ter cópias em 3D, em uma versão para crianças. O filme, dirigido por Robert Zemeckis (de 'Forrest Gump' e 'Expresso Polar'), estréia no Brasil com 272 cópias, das quais 85 serão dubladas, incluindo as salas 3D.

Em São Paulo, as cópias 3D estarão disponíveis no Cinemark dos shoppings Eldorado e Market Place. No Rio de Janeiro, o filme poderá ser visto nesta tecnologia no Cinemark Downtown e no UCI Kinoplex Norte Shopping. Em Florianópolis, haverá sessões no Cinemark Floripa Shopping.

A história leva o espectador a um 'tempo de heróis', na Dinamarca, onde o reinado de Hrothgar (Anthony Hopkins) é assombrado pelo gigante Grendel (Crispin Glover).

A criatura espalha o terror nos vilarejos e devora humanos em sua caverna. As tentativas para matá-lo se mostram inúteis até a chegada do guerreiro Beowulf (Ray Winstone), que vence o monstro.

O incidente desperta a ira da mãe de Grendel (interpretada por Angelina Jolie), que jura vingança. No entanto, o herói faz um pacto com a misteriosa criatura, que conserva sua vida, mas o amaldiçoa para sempre.

A trama já foi adaptada anteriormente para o cinema em 'Beowulf -- O Guerreiro das Sombras' (1999), estrelado por Christopher Lambert (de 'Highlander, O Guerreiro Imortal'), e do recente 'A Lenda de Grendel' (2005), protagonizado por Gerard Butler (de '300').

O grande diferencial da produção de Robert Zemeckis é a criação de atores virtuais, tal como fez em 'Expresso Polar'.

A técnica utilizada é conhecida como 'performance capture' (captura de performance), que possibilita apreender os menores movimentos dos atores e transformá-los em animação.

A novidade pode ser interessante do ponto de vista tecnológico, mas nem tanto para performances dramáticas. Os atores se transformam em uma espécie de zumbis, cujas feições não têm vida e nunca parecem estar no mesmo nível que seu entorno.

O resultado disso é a impressão de que se está assistindo a uma longa introdução de um videogame de última geração. Mesmo a versão em 3D, disponibilizada em alguns cinemas, não consegue minimizar o problema.

Um ponto positivo do filme é sua sobriedade. O diretor não abusa dos efeitos especiais, desenrolando a história de forma relativamente tranquila, favorecendo sua própria condição épica.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)





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