Rio de Janeiro, 30 nov (EFE).- O Governo proclamou hoje o samba como patrimônio cultural do Brasil, numa cerimônia que comemorou os 70 anos da criação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
No evento, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de três ministros, ritmistas de escolas de samba carioca se apresentaram, tocando sambas que o público assistente e representantes do Governo acompanharam.
Lula entregou diplomas de reconhecimento a representantes das escolas de samba Mangueira, Salgueiro, Portela, Estácio de Sá, Império Serrano e Vila Isabel. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse que o samba deu ao Brasil "uma forma de viver lírica e quente".
O samba passou a ser Patrimônio Cultural do Brasil graças a um relatório que exigiu dois anos de pesquisas e incluiu monografias, teses, livros e reportagens. A documentação contou ainda com os depoimentos de sambistas como Monarco e Nelson Sargento, e as composições das escolas de samba mais antigas da cidade, como Mangueira e Portela.
O IPHAN anunciou o reconhecimento em outubro e hoje o samba foi finalmente homenageado na cerimônia oficial.
Na mesma cerimônia, o IPHAN queria homenagear o arquiteto Oscar Niemeyer, que vai completar 100 anos dia 15 de dezembro, com a Ordem do Mérito Cultural. Mas ele argumentou "motivos de força maior" para não comparecer.
O presidente Lula se comprometeu na cerimônia a levar pessoalmente o prêmio à casa de Niemeyer, amanhã. "Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé", disse. EFE mp mf