13/11 - 12:39 - Agência Ansa
MILÃO, 13 NOV (ANSA) - Depois da Maria Antonieta de Sofia Coppola, parece que os cabelos grisalhos entraram na moda, tanto que a nova-iorquina Anne Kreamer dedicou um livro ao fenômeno, "Meus Cabelos Estão Ficando Brancos", lançado em outubro no Brasil e que acaba de chegar à Itália.
No livro, Anne reivindica com orgulho o direito de liberar-se da escravidão do senso comum e relata que, aos 49 anos, vendo-se em uma fotografia, notou que a tintura de cabelos, que sempre acreditara rejuvenescê-la, na verdade era muito artificial.
A partir daquele momento tentou encontrar coragem para "largar" a tintura, um pouco como se larga o cigarro ou a bebida. Também porque o senso comum diz que o homem grisalho tem um ar sábio e fascinante, enquanto a mulher de cabelos acinzentados é mal-cuidada e velha.
Com ironia, a jornalista norte-americana tenta desfazer esse mito e se questionando se uma mulher de meia-idade com os cabelos grisalhos pode ser sexualmente atraente e se, por causa da idade, é discriminada no mundo profissional.
Com a ajuda de amigas como a cineasta Nora Ephron, a analista de habitação Akiko Busch e a ilustradora da revista New Yorker Maira Kalman, a autora abandonou anos de despesas fúteis no cabeleireiro e investigou o fascínio das mulheres que já haviam escolhido não esconder os cabelos brancos.
A conclusão? O modo de vestir-se, a auto-estima e a forma física - assegura a bela grisalha - rejuvenescem muito mais que uma coloração para os cabelos. (ANSA)
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