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Crítica: Mais um artigo sobre Tropa de Elite

18/10 - 19:14 - Del Candeias, especial para o Aplauso Brasil

SÃO PAULO - O início e o final de Tropa de Elite já invalidam, em parte, a recorrente crítica de que o longa-metragem é reacionário. Que o ponto de vista do policial-narrador é preconceituoso, taxativo, extremamente limitado, violento e de direita é óbvio ao bom senso – que o diga sua esposa, mãe recente, acusada, estúpida e veladamente, de responsável por erro do marido na escolha de um substituto em sua digníssima tropa de elite (nesse caso, nome de ironia sutil).

A perspectiva do filme, no entanto, é outra; apoiada na epígrafe inicial, ela expressa a idéia de que o homem é moldado menos por caráter do que por situações. No fim, essa idéia reaparece em forma de conclusão: o chefe da polícia mais preparada recai em insanidade e abuso de violência, e como aprovação para seu substituto, exige, na qualidade de professor, um assassinato selvagem de mera vingança, que contraria as leis e os preceitos de civilidade. Isso explica a metáfora ao fim por meio da qual o tiro dado ao traficante se dirige também aos espectadores; e o ponto de vista dos civilizados coincide com o do bandido.

Leia mais em Aplauso Brasil.





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