08/10 - 11:04 - Agência Estado
Björk, a caminho do Brasil no final do mês, está atrás de aventura. A islandesa resolveu sair da 'caverna' depois de vários discos vocais e introspectivos, está apostando em percussão, beats e muito ritmo para viajar por um mundo sem fronteiras, que na opinião dela está muito conservador.
Ela está na estrada com 'Volta', seu disco mais recente, desde abril deste ano e já passou pela América do Norte e pela Europa. Segundo ela, agora é que a parte mais legal vai começar. Em pouco mais de duas semanas, ela vai desembarcar no Brasil para três apresentações no TIM Festival: no dia 26, no Rio de Janeiro; no dia 28, em São Paulo; e no dia 31, em Curitiba.Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Björk disse que, apesar da passagem pelo carnaval baiano no ano passado, o Brasil não é uma influência atual, talvez porque não seja mais tão exótico. Ela tem ouvido muita coisa 'de tudo que é lugar', mas ainda acha que a música pop deste lado do mundo vale a pena porque é poética e não aposta na estupidez. "Pode ser uma generalização, mas acho que as pessoas aí estão ouvindo o ritmo; e as letras têm mais a ver com poesia."
No tour sul-americano, a islandesa está mais entusiasmada em passar pelo Peru e pela Colômbia, países onde nunca esteve. Ela também dá um sorriso quando fala da viagem de barco entre a Colômbia e o México, no fim da temporada de shows. O iate preto, que de vez em quando é avistado no contorno de Manhattan, foi o meio de transporte favorito para a pesquisa de ritmos de 'Volta', que levou a cantora à África e a outros lugares.
Com o álbum, ela está tentando acabar com a conotação negativa da 'globalização'. "Ser global não significa sacrificar sua conexão com a natureza." Ou seja, não quer dizer apenas comer no McDonald's. Björk também está mais política, apesar da decepção com os políticos. Acha que mudar o mundo depende cada vez mais do indivíduo. Ela também quer o fim das fronteiras, do nacionalismo e do patriotismo. Para ela, a nova ordem musical do mundo vem de gente que tem o inglês como a segunda língua. "É a maior comunidade do mundo atualmente!" As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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