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Maria Rita mostra seu lado sambista em novo CD

14/09 - 13:19, atualizada às 13:39 14/09 - Agência Estado

Maria Rita começou pendendo mais para canções densas. Carregava visivelmente, no homônimo álbum de estréia, em 2003, o peso de ser filha de Elis Regina, e transmitia, com seu jeito bastante tímido, essa pressão que a incomodava.

Respirou mais solta e madura em “Segundo”, lançado dois anos depois. Mas, conforme suas próprias palavras, agora, ela está feliz e muito segura.

Em “Samba Meu”, seu terceiro disco em quatro anos de carreira, Maria Rita mergulhou de vez no ritmo do pandeiro, cuíca e tamborins após alguns “flertes” nos dois anteriores. O novo trabalho reflete um momento da cantora, que estava há tempos namorando o samba carioca e a cidade maravilhosa - ela se mudou recentemente para o Rio de Janeiro. “Esse disco veio de um momento que eu estava muito imersa nesse mundo do samba, de ser bem recebida pelos sambistas, de sentir essa alegria”, conta ela, sobre a nova empreitada, que chega às lojas hoje pela Warner com tiragem inicial de 125 mil cópias.

Maria Rita diz que o samba surgiu de “uma brincadeira”. Foi um namoro que tomou força, mas, garante ela, não se trata de um casamento. “Não virei sambista”, brinca. “Tinha um xaveco de uma galera. A Mart'nália e o Diogo Nogueira ficavam me chamando pra fazer samba e eu dizia que não, fazia só umas canjas com eles. E aí acabou dando vontade”, revela.

Seu contrato com a gravadora previa um disco apenas para o final deste ano, mas os executivos pediram para ela adiantar um pouco. Maria Rita, sentindo-se segura, topou e quis mostrar o momento que vivia. Chamou Leandro Sapucahy, com quem já tinha feito shows no Rio de Janeiro, e dividiu com ele a produção do novo CD.

Com “Samba Meu”, ela reforça sua veia de intérprete e traz seis boas composições de Arlindo Cruz com parceiros como Franco e Picolé. “O Arlindo é fera”, exalta Maria Rita. Ela faz questão de frisar que, do total de quatorze faixas, nada foi encomendado. “Não encomendo música, não gosto”, reforça. De regravações, Maria Rita não trouxe obviedades. Deu voz à “O Homem Falou”, de Gonzaguinha, e à “Mente ao Meu Coração”, de F. Malfitano, que já teve registro de Paulinho da Viola.




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