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Cineasta Tim Burton recebe Leão de Ouro

05/09 - 19:03 - Agência Ansa

VENEZA, 5 SET (ANSA), por Ernesto Perez - O cineasta Tim Burton, de 49 anos, se tornou hoje o diretor mais jovem da história a receber um Leão de Ouro pela carreira, entregue pelo diretor do Festival de Veneza, Marco Muller, como emblema da "fantasia ao poder".

Burton agradeceu pelo "troféu que me honra e estimula minha carreira" e apresentou no festival europeu a versão em 3D de seu clássico "O Estranho Mundo de Jack", mais oito minutos de "Sweeney Todd", seu último filme.

O longa-metragem, inspirado em uma comédia musical de Stephen Sondheim, estréia nos Estados Unidos em 21 de dezembro e no resto do mundo, em janeiro de 2008.

"É a maior honra que já recebi", declarou Burton em coletiva de imprensa. "Além disso esse Leão é mais bonito do que um homem pelado apoiado em uma espada", brincou, em alusão ao Oscar, ao qual concorreu uma vez por "Noiva Cadáver".

"Para mim é muito importante porque recebo (este prêmio) em um festival que amo profundamente e em uma das cidades mais belas do mundo. Para mim isso tem um significado muito especial, em particular graças a um público como o italiano que demonstrou me amar imensamente", acrescentou.

Burton explicou que sua infância não foi marcada pelas fábulas ("cujo simbolismo sempre foi fonte de inspiração para minha obra"), mas sim pelos filmes de terror.

"Não me considero prisioneiro de um gênero, nem me vejo como diretor de Hollywood ou de cinema independente. Tenho sorte de poder navegar em águas desconhecidas, mudando de estilo e de temática, mas permanecendo sempre fiel a mim mesmo", acrescentou.

"É por isso que gosto de trabalhar com Johnny Depp", afirmou se referindo ao ator que foi protagonista de muitos de seus filmes.

"Ele é um ator que não interpreta sempre a si mesmo, mas que se identifica com os personagens que encarna. Em 'Edward, Mãos de Tesoura' não dizia uma palavra e em 'Ed Wood' falava até os cotovelos, enquanto em 'Sweeney Todd' canta pela primeira vez. Johnny muda sempre e, como eu, não deixa de ser ele mesmo", explicou Burton. (ANSA)





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