24/08 - 16:59 - Agência Ansa
ROMA, 24 AGO (ANSA), por Francesco Gallo - O cineasta norte-americano Michael Moore, durante o lançamento do seu último filme na Itália, "Sicko", disparou críticas ao ex-premier italiano Silvio Berlusconi e suas políticas de previdência social, além de comparar o sistema de saúde pública italiano com o dos Estados Unidos.
Vestindo sua tradicional bermuda, o provocador cineasta, diante de uma sala repleta de jornalistas e com a ministra italiana da Saúde, Lívia Turco, sentada na primeira fila, apresentou em Roma seu último trabalho, o documentário "Sicko", no qual critica as falhas do sistema de saúde dos Estados Unidos. O filme entra em cartaz nesta sexta-feira nos cinemas italianos.
"Vocês tiveram por alguns anos um governo de centro-direita que tinha como primeiro-ministro uma pessoa que admirava os Estados Unidos e queria imitá-lo", afirmou Moore em referência ao ex-premier Silvio Berlusconi, que governou a Itália entre 2001 e 2006, quando a coalizão de centro-esquerda liderada por Romano Prodi venceu as eleições legislativas.
"Berlusconi tentou eliminar a rede de previdência social, reduzindo os financiamentos. O novo governo está agora reparando a bagunça que Berlusconi criou" resumiu o cineasta, que também deixou um conselho para o atual governo italiano. "Ao invés de cortar as verbas para apoiar guerras norte-americanas ilegais, é melhor que o dinheiro volte para os cidadãos", opinou.
Moore também comentou sobre o argumento do seu filme e as críticas ao sistema de saúde norte-americano. "Nos Estados Unidos existem 50 milhões de pessoas que não podem se permitir ir ao médico. Isto é um crime, que vale também para as pessoas cobertas com planos de saúde, que, por sua vez, são caríssimos", afirmou.
O diretor de "Fahrenheit 9/11" também elogiou o sistema de saúde italiano. "Para além das políticas de direita ou de esquerda, na Itália existe a visão de que um doente deve ser curado. Nós (norte-americanos) não gozamos deste direito e, portanto, vocês não podem se lamentar, ainda que existam algumas lacunas no sistema de saúde", reiterou.
O filme "Sicko" ainda não tem data prevista de lançamento no Brasil. (ANSA)
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