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Sites pornôs de Israel são sucessos entre internautas muçulmanos

22/08 - 18:17 - Agência Ansa

TEL-AVIV, 22 AGO (ANSA) - Os sites eróticos israelenses fazem sucesso entre os internautas de países árabes, a despeito do gelo diplomático entre seus respectivos governos e da distância entre os idiomas.

"Em nossos servidores descobrimos que milhares de visitantes moram em Estados muçulmanos, com os quais nós não possuímos relações diplomáticas", contou a um jornalista israelense o empresário Nir Shahar, que gerencia um dos mais freqüentados sites eróticos de Israel.

Até 10% dos acessos diários nos sites pornôs de língua hebraica são originários de países como Irã, Arábia Saudita, Egito e Iraque. Alguns proprietários decidiram aproveitar o sucesso e abriram, com sucesso, versões dos portais em língua árabe.

Outros, como Nir Shahar, acreditam que a tradução seja desnecessária. "Os vídeos e fotos que oferecemos não precisam de muita explicação", argumenta.

Uma preferência entre os visitantes islâmicos são as atrizes israelenses que interpretam funcionárias do exército, agentes secretas e policiais. "Existem tantos clientes árabes que assistem a esses vídeos que eles se tornam especialmente gratificantes", comenta Nir. "Embora por vezes é embaraçoso ter que explicar que aquelas são atrizes e não soldadas de verdade".

Um dos mais clicados neste momento pelos internautas de fé islâmica é o filme "Nome em código: investigação profunda", uma história de espiões que parodia o caso verdadeiro de Mordechai Vanunu, o técnico israelense que denunciou os segredos nucleares do Estado hebraico. O "affaire Vanunu", no entanto, adquire um novo sentido no vídeo.

A preferência demonstrada pelos sites em hebraico pode ser explicada a partir de diversos caminhos. Em primeiro lugar, não existem muitos sites eróticos em língua árabe - eles chegam a ser proibidos em países tradicionalistas. A opção pelas "soldadas", por sua vez, seria um modo de driblar os mecanismos de censura na Internet que alguns Estados utilizam contra o acesso a sites israelenses.

O último obstáculo é o preço do serviço. "O pornô certamente não traz a paz, mas pelo menos deste modo tiramos um pouco de dinheiro do bolso dos nossos inimigos", conclui um webmaster de Israel. (ANSA)





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