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"CNN" e Michael Moore voltam a se enfrentar em público

16/07 - 17:36 - EFE

Washington, 16 jul (EFE).- A rede de televisão americana "CNN" respondeu hoje a uma carta do documentarista Michael Moore, afirmando que é "irônico" que alguém que fez carreira "pedindo explicações a grupos ativistas seja tão sensível quando jornalistas independentes julgam seu trabalho".

A afirmação da "CNN" foi uma reação a uma carta publicada sábado por Moore em seu site. Nela, o diretor diz que ainda está esperando uma desculpa por parte da emissora sobre "as afirmações falsas que fez" em relação a seu documentário "SiCKO".

Na produção, que estreou há duas semanas nos Estados Unidos, Moore denuncia o sistema de saúde americano e elogia outros, como o canadense e o cubano.

Na carta, Moore adverte que está prestes a se transformar "no pior pesadelo" da rede de televisão se esta não pedir desculpas.

No entanto, a "CNN" diz que só cometeu um erro de informação na primeira reportagem sobre o documentário, das várias que produziu.

Sobre isso, "pedimos perdão e corrigimos na televisão e em nosso site há seis dias, apesar do que afirma Moore em sua carta", defendeu-se a "CNN".

"Apreciamos a atenção que Moore dedica a um tema tão importante como a saúde e até o recebemos na 'CNN' quatro vezes para falar do documentário. Enquanto Moore continua discutindo para dar publicidade a sua produção, nós apresentamos os fatos e deixamos que os espectadores julguem", afirma a rede.

Além disso, a "CNN" destaca que não tem nenhum "interesse" em "maquiar os números" ou em inventar uma história.

O comunicado da rede é uma etapa a mais em uma série de conflitos que vêm marcando a relação entre a "CNN" e Moore desde o dia 10 de julho. Na ocasião, o produtor criticou ao vivo a emissora e Wolf Blitzer, um dos principais jornalistas da rede, por considerar que haviam interpretado mal o documentário.

Na resposta de hoje, a "CNN" afirma que seu objetivo é oferecer informações "objetivas" e que foi exatamente isto que fez no caso de "SiCKO".

A rede diz, ainda, que ofereceu a Moore "múltiplas oportunidades" para falar da informação divulgada, que, na opinião do diretor, foi uma "crítica". A emissora questionou alguns dados apresentados por Moore no filme.

Na carta, Michael Moore diz: "A julgar pelas cartas que tanto vocês quanto eu recebemos, a questão que levantei sobre sua informação a respeito de 'SiCKO' levou milhões de pessoas a se questionar sobre a honestidade da rede".

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