iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

ESTRÉIA-Roedor sonha em ser grande chef no desenho 'Ratatouille'

05/07 - 09:42 - Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - Pode ser estranho, mas muita gente vai sorrir ao ver um rato em um restaurante ao invés de chamar a vigilância sanitária. Isso pode acontecer ao menos quando se assiste à animação 'Ratatouille', que estréia em todo o país na sexta-feira, em cópias dubladas e legendadas. O novo filme da Pixar tem os ingredientes certos para agradar a diversos paladares: romance, drama, comédia e muita comida francesa.

A Pixar, comprada pela Disney e hoje um dos mais importantes estúdios de cinema, costuma combinar em seus projetos animação de ponta e bons roteiros, que dialogam tanto com o público infantil, quanto com os adultos. Em 'Ratatouille' não é diferente.

Depois de dar emoção a animais aquáticos de sangue frio em 'Procurando Nemo', e transformar latas velhas em criaturas adoráveis em 'Carros', a Pixar coloca como protagonista do filme um rato.

Roedores não são nenhuma novidade no cinema, porém, aqui, Remy (com a voz de Patton Oswalt, na versão original; e Phillipe Maia, na dublada em português) consegue incorporar elementos novos e juntar-se a uma galeria estrelada formada por Mickey Mouse, Jerry e Fievel.

Remy é um rato do campo, que não se contenta em comer as porcarias do lixo, como o resto de sua família. Com gosto refinado, ele prefere queijos e pratos mais apurados, com bons temperos e toques especiais. Por conta de uma série de desventuras, ele se perde do grupo e se descobre no esgoto de Paris, sozinho.

Com a morte do chef Auguste Gusteau (Brad Garrett/José Santa Cruz), o seu fino restaurante parisiense fica à deriva, apesar dos esforços do maquiavélico Skinner (Ian Holm/Marcio Simões), que sonha em se tornar mais famoso do que o patrão.

Porém, Remy, com seu talento nato para cozinhar, é quem acaba fazendo arte com uma sopa do estabelecimento. Quando o rato é descoberto, cabe a um jovem ajudante, Linguini (Lou Romano/Thiago Fragoso), livrar-se da peste.

O rapaz não consegue matar o ratinho e surge uma inusitada amizade entre os dois. Eles acabam criando um artifício para que o roedor oriente seu novo amigo na culinária: ele se esconde sob o seu chapéu, puxando seus cabelos, como se fossem cordões de marionete.

Assim guiado pelo ratinho oculto, Linguini consegue cozinhar finas iguarias, ganhando a posição de chefe, para desespero de Skinner. Também surge um romance entre o novo cozinheiro e uma das funcionárias do restaurante, Collette (Janeane Garofalo/Samara Felippo).

Ainda resta uma prova de fogo à dupla Linguini e Remy: o crítico gastronômico Anton Ego (Peter O'Toole/Lauro Fabiano).

Um dos mais influentes de Paris, ele já chegou a destruir a reputação de Gusteau, o que acabou custando a perda de uma estrela na cotação do restaurante. Agora, os novos chefs devem esforçar-se para conquistar o paladar do difícil jornalista.

Dirigido e roteirizado por Brad Bird ('Os Incríveis'), 'Ratatouille' fala de temas que são comuns aos filmes da Disney, como amizade, valores familiares e valorização dos sonhos sem que se perca a própria identidade.

Como é costume nas animações da Pixar, há uma atenção especial aos detalhes e movimentos corporais dos personagens.

No filme, Paris aparece como a Cidade-Luz, cheia de cores e brilhos, quase tão real quanto a verdadeira.

Na culinária, 'ratatouille' é um prato simples, típico das regiões campestres da França e feito apenas com alguns legumes, como berinjela e pimentão.

Os paladares mais sofisticados costumam encará-lo como uma iguaria menor. Já no cinema, 'Ratatouille' é uma das animações mais sofisticadas dos últimos tempos, com ingredientes para agradar tanto a adultos quanto a crianças.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)





US Multimídia


Publicidade


Enquete