Paris, 20 jun (EFE).- A Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) se distanciou hoje da "campanha midiática" lançada "a título privado" por Bernard Weber para selecionar as Sete Novas Maravilhas do mundo através do voto dos cidadãos.
A Unesco quis evitar uma "confusão lamentável" entre seu mandato de proteção do patrimônio mundial e a iniciativa de Weber, que "não poderá contribuir de forma significativa e duradoura à preservação dos lugares eleitos pelo público".
Em comunicado, a organização afirmou que a eleição das novas maravilhas será realizada exclusivamente através dos votos da população que tem acesso à internet, "não do conjunto" do planeta.
Embora tenha reconhecido que foi convidada em várias ocasiões para se unir ao projeto, a entidade afirmou que não se somou à campanha porque seus objetivos são diferentes.
A Unesco tem como objetivo "ajudar os países a identificar, proteger e preservar o patrimônio mundial, para o qual não basta reconhecer o valor sentimental ou emblemático de certos lugares e classificá-los em uma nova lista".
"Não há nenhum ponto de comparação entre a iniciativa midiática de Weber e o trabalho científico e educativo que resulta da inscrição dos lugares na lista do patrimônio mundial", afirmou.
A organização lembrou que seu trabalho consiste em definir os critérios científicos, avaliar a qualidade dos candidatos, definir as legislações e técnicas de gestão e fazer com que as autoridades competentes façam um sistema de acompanhamento permanente do estado de conservação dos lugares.
Isso exige "um trabalho técnico de conservação, política de persuasão e pedagógica de fundo sobre os valores que têm estes lugares, as ameaças que enfrentam e as ações necessárias para evitar sua perda".
Lançada em 2000, a iniciativa de selecionar as sete novas maravilhas do mundo terminará em 7 de julho, quando os vencedores serão divulgados em Lisboa.
Em maio, a fundação que criou o concurso tinha superado os 45 milhões de votos através do telefone celular ou da internet.
Entre os candidatos estão a estátua do Cristo Redentor e Machu Picchu. EFE lmpg dgr