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Exposição usa arte para mostrar desafios de grandes cidades como São Paulo

19/06 - 19:26 - EFE

Londres, 19 jun (EFE).- Documentar por meio da arte os grandes desafios enfrentados por dez das cidades mais dinâmicas do mundo é o objetivo da nova exposição da londrina Galeria Tate Modern, que desmembra em números, imagens e maquetes centros urbanos como São Paulo, Cidade do México, Xangai, Mumbai e a própria capital britânica.

Entre esta quarta-feira e 27 de agosto, fotos, painéis e vídeos de Cairo, Istambul, Johanesburgo, Los Angeles, Tóquio e das cidades já citadas ocuparão a Sala de Turbinas da galeria londrina, em uma exposição que propõe reflexões sobre as principais questões que afetam dez dos centros urbanos mais influentes do mundo.

As migrações, a mobilidade, a integração social e o crescimento sustentável são só alguns dos temas abordados na mostra "Global Cities", organizada pela Tate em colaboração com a Bienal de Veneza.

Em um contexto no qual as grandes cidades geram 75% das emissões de CO2 e mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas, a forma, o tamanho e a estrutura de megacidades como Mumbai, Cidade do México e Cairo afetam não só seus milhões de habitantes, mas também a saúde e a sustentabilidade do planeta.

Na exposição, obras de artistas e arquitetos renomados, como Nigel Coates, Rem Koolhaas, Fritz Haug e Nils Norman, apresentam interpretações subjetivas das condições urbanas em cada uma das dez cidades. Além disso, questionam como a aceleração das mudanças que elas experimentam e o crescimento urbano afetam a forma como vivemos.

O tamanho, a velocidade de crescimento, a densidade, a forma e a diversidade das cidades retratadas em "Global Cities" são os cinco fios condutores de uma mostra que tenta "desafiar as ligações entre a arte, a arquitetura e a sociedade no coração de dez centros urbanos contemporâneos", afirmou hoje a curadora da exposição, Sheena Wagstaff.

"Pretendíamos fazer um raio-X de cidades dinâmicas de todo o mundo que também apresentassem características opostas, como o crescimento horizontal da Cidade do México em contraposição com o vertical experimentado por Tóquio", acrescentou Wagstaff.

Utilizando Londres como ponto de referência, a exposição usa dados geográficos e estatísticas socioeconômicas comparativas elaboradas pela London School of Economics. Além disso, reúne mais de 20 de trabalhos de artistas e arquitetos como Andreas Gursky, Atelier Bow Wow, Eva Koch e Maha Maamoun.

Desde 1900, São Paulo cresceu 7.400%; em Londres, 27% da população nasceu fora do Reino Unido; Mumbai, que recebe 34 novos habitantes a cada hora, pode superar Tóquio e se transformar na cidade mais povoada do planeta nos próximos anos.

Há perspectivas de que, em 2050, mais de 75% da população mundial - ou seja, cerca de 8 bilhões de pessoas - estarão vivendo em zonas urbanas, de modo que as cidades serão centros econômicos e de intercâmbio social e cultural mais potentes do que nunca. EFE lj jfc/sc




 
 

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