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Mercado de arte latino-americano ArteBA abre as portas em Buenos Aires

18/05 - 18:55 - AFP

O ArteBA-2007, a grande vitrine da arte contemporânea latino-americana, abriu as portas nesta sexta-feira em Buenos Aires com a exibição de obras de 500 artistas de 76 galerias da América Latina e da Espanha.

A XVI edição da feira exibe as criações de artistas de Brasil, Argentina, Chile, Espanha, México, Peru, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Equador e Costa Rica, numa superfície de 18.000 metros quadrados no edifício de exposições da Rural, no bairro portenho de Palermo.

Galeristas, colecionadores e artistas concordaram em destacar o alto nível das obras apresentadas e a importância da exposição para que os autores, especialmente os novatos, consigam um preço de mercado que lhes permita se posicionar em um segmento mais exclusivo.

"Esta feira me surpreendeu positivamente. Permite uma grande emergência da arte. Há obras muito interessantes, sobretudo de artistas brasileiros", disse à AFP Joan Guaita, dono da galeria que leva seu nome, inaugurada há 20 anos na cidade espanhola de Palma de Mallorca.

Guaita, que coleciona arte latino-americana desde 1996, tem obras do venezuelano Jesús Soto, do cubano Kcho e do americano Dennis Oppenheim, entre outros.

Daniel Roesler, diretor da Galeria Nara Roesler de São Paulo, disse à AFP que "esta edição está muito melhor em termos de qualidade" que as anteriores, explicando que trouxe especialmente obras de artistas brasileiros para entrar no mercado argentino.

"Tentamos abrir as coleções dos argentinos porque estão muito concentradas na arte de seu próprio país, embora haja pequenas exceções como Eduardo Constantini", disse Roesler.

Constantini é um empresário argentino que construiu o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba) para exibir ao público sua importante coleção.

A Nara-Roesler é uma das mais importantes galerias das 60 existentes em São Paulo, um dos pólos artísticos mais importantes do continente.

A ArteBA também é um desafio para os criadores, como Dora Isdatne, uma escultora argentina que trabalha com cerâmica, ferro e alumínio.

"A feira é uma vitrine que coloca a América Latina no mercado de arte. É bom para ser visto e ver o que está sendo feito em outros países", disse a artista à AFP no estande da galeria Loreto Arenas.

"Sempre que participei, vendi alguma coisa e se fazemos bons negócios, isto nos beneficia muito porque nos dá um preço de mercado, um valor instituído", afirmou.

jos/ls/mvv/LR





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